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Presidente da Fiesp pede mudança na política econômica

O presidente da Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, provocou hoje um certo constrangimento ao ministro das Relações Institucionais, Jaques Wagner, ao pedir a palavra durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) para criticar a condução da política econômica do governo. O tema de hoje da reunião do CDES é política externa.Skaf disse que um dia depois de o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ter anunciado a queda de 1,2% do PIB no terceiro trimestre deste ano, ele não poderia deixar de comentar este assunto, num colegiado que tem em seu nome a palavra "desenvolvimento econômico"."Estamos perdendo uma grande oportunidade", afirmou. "Há uma teimosia tremenda em não ajustar a política econômica", acrescentou, ressaltando não ser contra toda a política econômica, mas defendendo a necessidade de ajustes e correções."Eu sinto que estamos num momento muito importante, e não concordo quando dizem que o problema é da crise política", sustentou Skaf. Para ele, se houvesse reflexos do quadro político sobre a economia, haveria reflexos na bolsa e no dólar, o que não está ocorrendo."Então, temos um problema de política econômica. Não podemos permitir mais que um grupo comande o País e que não esteja na direção dos interesses do povo brasileiro e dos interesses maiores da Nação", continuou.Manifesto pelo desenvolvimentoDepois de um debate com Jaques Wagner e de quebrar a resistência deste a sua intervenção, Skaf leu um manifesto em prol do desenvolvimento do Brasil que, segundo ele, é resultado de seminário realizado pela Fiesp na segunda-feira sobre industrialização e desenvolvimento, que contou com a participação, entre outros, do vice-presidente José Alencar.Skaf argumentou que o Brasil está perdendo uma janela de oportunidades, este ano, já que a média de crescimento mundial deve ser do dobro do crescimento econômico brasileiro e o crescimento dos países emergentes, três vezes maior que o do Brasil."Se não acelerarmos esse processo de redução dos juros, vamos ter um crescimento igual ou pior ao deste ano em 2006",alertou o presidente da Fiesp. No manifesto lido por ele, ele reclama dos juros altos, da carga tributária excessiva, do câmbio valorizado e volátil e da carência de investimentos e de infra-estrutura.

Agencia Estado,

01 de dezembro de 2005 | 12h50

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