Presidente da Fiesp rechaça aumento de carga tributária

O presidente da Fiesp, Horácio Lafer Piva, criticou a possibilidade de os empresários terem que vir a arcar sozinhos com o aumento da alíquota da contribuição previdenciária para cobrir o rombo provocado pelas revisões das aposentadorias do INSS. "Em primeiro lugar, teríamos uma transferência desse custo, encarecendo o produto final para o consumidor e gerando pressões inflacionárias", advertiu o líder empresarial durante entrevista no Jornal da Cultura. "Mas, pior do que isso, existe a possibilidade de nós jogarmos mais empresas na informalidade. As empresas estão no teto da sua capacidade contributiva e o mercado escorrega, cada vez mais, para a sonegação e a informalidade", alertou. Falta ousadia ao governo "Eu não sou capaz de dizer por que o Brasil tem de continuar a ser o país com maior carga de juros do mundo", indagou o presidente da Fiesp. Ele criticou a falta de ousadia do governo para testar limites inferiores na taxa de juros, uma vez que, segundo ele, as condições econômicas favoreceriam essa redução. "Por que não ir reduzindo essa taxa de juros e ir fazendo análises de sensibilidade do mercado?", perguntou. "Na minha opinião isso já deveria ter começado a acontecer desde maio do ano passado, porque a questão dos juros cria um impacto psicológico muito ruim fazendo com que você adie investimentos."

Agencia Estado,

23 Março 2004 | 08h05

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