Ford/Divulgação
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Presidente da Ford na América do Sul será transferido para a China

Mudança acontece três meses após anúncio do fim da produção e fechamento das fábricas no Brasil; Lyle Watters vai para Xangai e em seu lugar ficará o brasileiro Daniel Justo

Cleide Silva, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2021 | 12h53

Três meses após anunciar o fim da produção de veículos no País e o fechamento de suas fábricas locais, a Ford anunciou que o presidente da empresa na América do Sul, Lyle Watters será transferido para a China, onde vai atuar como gerente geral da divisão de veículos de passageiros da marca a partir de 1º de julho. Sua base será Xangai.

Em seu lugar assumirá, o brasileiro Daniel Justo, atualmente CFO (chefe da área financeira) da Ford na região. A multinacional americana decidiu que, daqui para frente, atenderá a região apenas como modelos importados, com ênfase em utilitários-esportivos (SUVs), picapes e veículos comerciais provenientes da Argentina, Uruguai e outros mercados.

Também foi anunciado na manhã de hoje que, a partir de 1º de maio, o britânico Steven Armstrong  vai gerenciar a conclusão da reestruturação do grupo na América do Sul e ajudar a avaliar a alocação de capital na Índia. Ele liderou a joint venture Changan Ford na China no último ano e meio. Justo e o atual diretor administrativo da Ford na Índia, Anurag Mehrotra, se reportarão a Armstrong.

Watters começou na Ford na Grã-Bretanha em 1987 e ocupou cargos de liderança em toda a Europa e na América do Norte, além da América do Sul desde 2016. Entre outras funções, foi controlador financeiro do Premier Automotive Group da Ford e diretor de Estratégia de Negócios, CFO e chefe de Planejamento Estratégico da Ford Europa.

Ao anunciar o encerramento de atividades produtivas no País, onde está há mais de 100 anos,  a Ford fechou as fábricas de Taubaté (SP) e Camaçari (BA). A unidade da Troller em Horizonte (CE), encerrará atividades no fim do ano.

A empresa já concluiu negociações para indenização dos funcionários da unidade de Taubaté, onde produzia motores, e segue negociando com os trabalhadores da Bahia, onde eram feitos os modelos Ka e EcoSport. O grupo já havia fechado a fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, há cerca de dois anos.

Também seguem negociações para indenização da re de concessionários, que será reduzida a quase de metade do número atual. 

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