Presidente da GE vai ser assessor econômico de Obama

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, completou ontem a mudança na sua equipe de conselheiros econômicos ao anunciar o presidente da General Electric, Jeffrey Immelt, para a liderança do Conselho sobre Empregos e Competitividade. Nova estrutura da Casa Branca, esse conselho substituirá o órgão conduzido nos últimos dois anos pelo célebre economista Paul Volcker, ex-presidente do Fed. Volcker, de 83 anos, deixará o governo.

Denise Chrispim Marin, O Estado de S.Paulo

22 de janeiro de 2011 | 00h00

Obama anunciou essas mudanças em uma unidade que produz baterias e turbinas da GE, no Estado de Nova York. Como ressaltou, a fábrica carrega o nível de inovação e o empenho pelas exportações que seu governo pretende ver ampliado a todo setor produtivo do país. A fábrica, além disso, tornou-se beneficiária da política de redução de impostos, adotada pelo governo no mês passado. As mudanças anunciadas refletiram sua necessidade de impulsionar a economia americana e reduzir a taxa de desemprego, hoje em 9,4%, para se ver reeleito em 2012.

Edison. "A exportação e a invenção são as chaves para a recuperação, não os empréstimos e a importação. Queremos resgatar os princípios de Thomas Edison", afirmou, referindo-se ao inventor da lâmpada elétrica.

Contando com sua reeleição, Obama reafirmou o seu desafio de dobrar as exportações americanas até o final de seu segundo mandato, em 2016. Isso significará um salto de US$ 1,1 trilhão, em 2009, para US$ 2,2 trilhões.

Para isso, mencionou a necessidade de abertura de mercados emergentes - com o cuidado de não abordar a inevitável contrapartida dos EUA.

Obama ressaltou o fato de a visita do presidente da China, Hu Jintao, nos últimos três dias, ter resultado em contratos de exportação de mais de US$ 45 bilhões. A expectativa é de geração de 235 mil empregos nos EUA. Sua visita à Índia, em novembro passado, Obama alegou ter extraído contratos de US$ 10 bilhões de exportações de produtos americanos, entre os quais turbinas da GE. "Precisamos abrir esses mercados", afirmou.

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