Presidente da GM diz que montadoras podem deixar o País

O presidente da General Motors do Brasil, Walter Wieland, afirmou hoje que a empresa vive a maior crise de seus 80 anos de história no Brasil, com ociosidade média de 40% nas fábricas. A montadora reivindica queda de impostos e a criação de um plano para o desenvolvimento da indústria a longo prazo. Ele admitiu que, se nada for feito, as montadoras podem desistir de investimentos e até deixar o País, em último caso. Wieland afirmou que, caso o governo reduza os impostos que incidem sobre os veículos, a GM se compromete a repassar o benefício ao consumidor em seguida. Segundo ele, as empresas não podem continuar a operar durante muito tempo com prejuízos e com ociosidade, como vem ocorrendo no Brasil há alguns anos. Entre as propostas, a GM defende um imposto único para todos os tipos de automóvel, e não apenas o menor IPI para a categoria de 1.0. O objetivo é incentivar a produção de carros com motor mais potente que podem ser mais facilmente exportados. A empresa deve vender ao exterior, neste ano, R$ 1,2 bilhão, sendo de 70.000 a 80.000 unidades para o México. Projetos Segundo Wieland, a empresa terá, dentro de 90 dias, uma resposta para a produção de um carro compacto na fábrica de Gravataí, no Rio Grande do Sul. O Brasil disputa com o México e com a China a oportunidade de sediar a produção desse automóvel mundial. Na próxima quinta-feira, a GM inicia uma campanha de vendas envolvendo as 502 concessionárias de todo o País, para desovar os 35 mil veículos que estão em estoque na rede e nas fábricas. O garoto-propaganda da campanha será o vice-presidente da montadora, José Carlos Pinheiro Neto.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.