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Presidente da Light teme restrição da oferta de energia

Para Paulo RobertoRibeiro, se as chuvas não ocorrerem durante o período úmido, o governo terá de se posicionar

IDIANA TOMAZELLI / RIO, O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2014 | 02h04

O governo que assumir em 2015 pode ter de recorrer a uma política de restrição de oferta de energia ou a uma campanha de uso racional, caso o período úmido, de dezembro a abril, seja de poucas chuvas, afirmou ontem o presidente da Light, Paulo Roberto Ribeiro. Apesar disso, ele evitou falar em racionamento e ponderou que a decisão só poderá ser tomada no ano que vem, uma vez que o custo de errar na escolha é alto.

"Não sei se chega a um racionamento, mas talvez uma política de restrição de oferta, uma campanha muito forte de uso racional", explicou Ribeiro. "Se realmente houver necessidade, quando terminar o período úmido o governo terá de se posicionar em relação a isso." Qualquer avaliação antes de finalizar esse período, contudo, poderia ser imprudente, de acordo com o executivo. O risco seria causar um estresse desnecessário na economia.

"Historicamente, o setor elétrico nunca tomou uma decisão desse tipo sem esperar fechar o período úmido. O custo de errar numa decisão dessas é muito alto, pois envolve a economia do País como um todo, as indústrias, o planejamento de produção. Em 2001 foi assim."

Segundo o presidente da Light, o balanço final da situação dos reservatórios depende da passagem de todo o período úmido. "Os serviços de meteorologia não dão indicação firme. Pode chover, pode não chover", disse ontem, após participar de evento no Rio."A única coisa certa hoje é que tem de chover, e tem de chover nos reservatórios."

Leilão. O presidente da Light ainda confirmou que a companhia vai participar o leilão A-5, no qual serão comercializados contratos de novos empreendimentos de geração para entrega de energia a partir de 2019. O certame está marcado para o fim de novembro.

Segundo Ribeiro, a Light tem interesse na usina de Itaocara I, que será construída no Rio Paraíba do Sul, na divisa de Minas Gerais com Rio de Janeiro, com potência de 145 MW. A empresa deve participar em consórcio com a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e Furnas. "Vamos trabalhar para ganhar", disse Ribeiro.

A Light já teve a concessão de Itaocara em parceria com a Cemig. O contrato foi rescindido em agosto de 2013, após o projeto inicial ter enfrentado restrições ambientais. O processo de licenciamento chegou a ser arquivado, já que o Ibama concluiu por sua inviabilidade.

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