Presidente da Nestlé diz que terá a Garoto de volta

O presidente da Nestlé do Brasil, Ivan Zurita, declarou-se convencido, nesta terça-feira à noite, de que será revista a decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) de mandar a empresa vender todos os ativos da Chocolates Garoto, comprados em 2002. Zurita fez a declaração ao sair de uma reunião com os deputados e senadores do Espírito Santo - Estado onde a Garoto tem sua principal fábrica -, que em seguida iriam ao encontro do ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, pedir uma intervenção do governo na decisão do Cade.No entender de Zurita, a revisão pode ser conseguida por meio de negociações. ?É comum, em países importantes, que se sente (à mesa de negociação), depois de uma decisão dessas, e se volte atrás", afirmou. "Não sei se isso já aconteceu no Brasil, mas nada impede que venha a acontecer". Zurita evitou comentar a intenção dos parlamentares capixabas de pedir ao ministro Rebelo a intervenção do governo. Deputados e senadores têm advertido que, se o governo não resolver o problema, vão trabalhar pela abertura de uma CPI mista sobre o assunto e também sobre a compra da Kolynos pela Colgate, em 1996, e a fusão entre Brahma e Antarctica, em 1999.Pela decisão do Cade, a Nestlé está obrigada a vender no prazo de 150 dias todos os ativos da Garoto que adquiriu. Nesta quarta-feira, o presidente do Cade, João Grandino Rodas, o conselheiro Thompson Almeida Andrade, Ivan Zurita e o secretário de Direito Econômico, Daniel Goldberg, participam de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, a partir das 9h30.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.