Presidente da Nomura renuncia após escândalo

Kenichi Watanabe deixa a direção do maior banco de investimentos do Japão. Koji Nagai assume o cargo em 1º de agosto.

TÓQUIO, O Estado de S.Paulo

27 de julho de 2012 | 03h06

O presidente da Nomura Holdings, Kenichi Watanabe, renunciou ao cargo ontem após denúncias de vazamento de informações privilegiadas. Quem assume é Koji Nagai, que estava à frente da Nomura Securities.

Também foi anunciada a saída do chefe de operações executivas, Takumi Shibata - que será substituído por Atsushi Yoshikawa, chefe de operações nos Estados Unidos. Os dois assumem no dia 1.º de agosto

As mudanças na direção do maior banco de investimentos do Japão acontecem como resposta ao terceiro escândalo desde que Watanabe assumiu o comando, há quatro anos.

As autoridades do banco informaram ainda que existe grande possibilidade de outros casos de vazamento de informação privilegiadas aparecerem.

Para evitar novos escândalos, a Nomura anunciou algumas medidas práticas. Vai proibir o uso de celular pessoal para fins corporativos e também não será permitido que os funcionários conversem com clientes do banco sobre rumores de transações financeiras.

Koji Nagai, que está há três décadas na empresa, afirmou que vai implementar uma nova estratégia global e que tem a ambição de transformar a Nomura no maior banco de investimentos da Ásia. "Tomaremos decisões ousadas e nos concentraremos sobre elas", disse. "Não nos apegaremos apenas ao que fizemos no passado."

As incertezas sobre os rumos da empresa se devem, principalmente, ao fato de ela ter comprado ativos asiáticos e europeus do Lehman Brothers em 2008.

As ações, que vinham caindo desde que o escândalo começou a ser investigado em março, subiram ontem 5,7% logo após o anúncio das renúncias.

A alta ocorreu mesmo com a divulgação dos resultados do primeiro trimestre, que registraram queda de 89% no lucro líquido em relação a mesmo período do ano anterior: o banco teve ganho de 1,89 bilhão de ienes (US$ 24,2 bilhões). No mesmo trimestre de 2011, o lucro foi de 17,77 bilhões de ienes. / AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.