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Presidente da Oi renuncia e diretor assume temporariamente

Empresa anunciou saída de Zeinal Bava ontem à noite e colocou Bayard Gontijo como interino; tele já buscava um novo presidente no mercado

MÔNICA SCARAMUZZO, O Estado de S.Paulo

08 de outubro de 2014 | 02h05

O executivo Zeinal Bava, presidente da Oi, renunciou ontem ao cargo, informou a companhia em fato relevante à Comissão da Valores Mobiliários (CVM). O executivo Bayard Gontijo, diretor de finanças e relações com os investidores, vai acumular as duas funções até que o conselho de administração da companhia indique outro nome, conforme antecipou o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.

A imagem do executivo moçambicano, que antes presidia a Portugal Telecom (PT), ficou arranhada com os principais acionistas brasileiros depois que veio à tona o calote tomado pela PT de  € 897 milhões em julho. O escândalo surgiu dois meses depois de a Oi ter feito uma captação bilionária para viabilizar a fusão com a operadora portuguesa. O executivo Amos Genish, ex-GVT, teria sido sondado pela Oi para presidir a companhia.

Os acionistas brasileiros alegaram à época que não foram informados da operação de compra dos papéis da Rioforte, empresa não financeira do Grupo Espírito Santo responsável pelo calote. Os termos da fusão tiveram de ser revistos - a PT reduziu sua fatia na nova companhia de 37,4% para 25,3%. Segundo fontes ouvidas pelo Estado, todos os acionistas da Oi sabiam dessa operação financeira.

A informação sobre a saída de Zeinal Bava já circulava entre executivos com cargos relevantes na companhia. Até pouco tempo, os acionistas da Oi blindavam a imagem de Bava e o isentavam de saber sobre a aplicação.

Venda. O BTG, que se tornou acionista da Oi após o processo de capitalização da companhia, está negociando a venda dos ativos da Portugal Telecom (PT), em processo de fusão com a Oi. A empresa francesa Altice é uma das interessadas, mas outras companhias estão de olho nesse mesmo negócio. A empresa é avaliada em cerca de 6,5 bilhões. Ontem, analistas de mercado chegaram a cotar a companhia em até 8 bilhões.

A Oi informou, ontem, em comunicado ao mercado, que poderá vender ativos não estratégicos e participações em empresa controladas, mas que "até a presente data" não há decisão sobre possível venda de ativos em Portugal. A companhia afirmou ainda que "tampouco recebeu qualquer proposta para isso", sobre a eventual venda de ativos.

Além da venda da operadora portuguesa, a empresa está negociando outros ativos, como a participação de 25% da PT na operadora angolana Unitel, torres e cabos submarinos.

A agência Bloomberg anunciou que o bilionário Patrick Drahi, dono da francesa Altice, está interessado em comprar os ativos da PT. No mercado, analistas acreditam que se a compra for viabilizada, a fusão da Oi, como foi originalmente traçada, poderia até ser desfeita. A companhia brasileira estaria livre para ser alvo de consolidação no mercado brasileiro, ou por meio de uma fusão com a TIM Brasil, controlada pela Telecom Itália, ou participando junto com a América Móvil, dona da Claro, e Telefônica, controladora da Vivo, no fatiamento da TIM Brasil.

A Oi contratou o BTG no fim de agosto para estudar alternativas de consolidação. Segundo fontes próximas ao assunto, todas as alternativas estão na mesa, seja a Oi como consolidadora ou sendo consolidada.

Representantes da Oi afirmam que a companhia tem como foco levar a "Nova Oi" para o Novo Mercado da Bovespa até o fim do primeiro trimestre de 2015 e reduzir seu endividamento, de R$ 46,2 bilhões.

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