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Presidente da Opep espera que corte de produção ajude preços

Em primeira entrevista no cargo, Botelho de Vasconcelos diz que cartel não deve se reunir antes de março

Reuters,

20 de janeiro de 2009 | 09h31

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) está fortemente comprometida com seu maior corte de produção da história, que deve ser suficiente para impulsionar os preços da commodity que chegaram a menos de US$ 40 o barril, disse o presidente do grupo à Reuters nesta terça-feira, 20.  Veja também:Entenda a variação nos preços do petróleoDe olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise  Em sua primeira entrevista desde que assumiu o cargo no começo do mês, Botelho de Vasconcelos também disse que a Opep não deve se reunir antes da próxima reunião formal do cartel, em 15 de março, em Viena.  "Em março nós iremos nos reunir para avaliar os cortes acordados em dezembro. Mas eu acredito que se todos os cortes forem feitos dentro do prazo programado, haverá um impacto no mercado que levará a uma tendência positiva em termos de preços do petróleo", disse Vasconcelos, que também é o ministro do Petróleo de Angola. "Eu acredito que todos os cortes estão sendo realizados, apesar de nem todos países poderem aderir ao acordo de corte no primeiro dia."  Os ministros do petróleo da Opep concordaram no último mês em remover 2,2 milhões de barris por dia a partir de 1º de janeiro, em uma corrida para equilibrar o fornecimento ante o rápido declínio da demanda por combustível.

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