Presidente da Petrobrás promete 'pacotaço' de investimentos

Nesta noite, Gabrielli vai anunciar Plano Estratégico da estatal que prevê investimentos para 2009 a 2012

Gerusa Marques, da Agência Estado

23 de janeiro de 2009 | 14h25

O presidente da  Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, tem prometido a interlocutores do governo apresentar "um pacotaço" de investimentos no setor de energia. Ele não tem revelado o montante de investimentos, mas disse a esses interlocutores que "todo mundo vai se surpreender" com o anúncio, previsto para esta  noite, no Rio de Janeiro,do Plano Estratégico da estatal que prevê investimentos para o período de 2009 a 2012.   Veja também: BNDES terá R$ 100 bi para ''PAC privado'' Desemprego, a terceira fase da crise financeira global De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise    Uma fonte do setor disse que o Plano Estratégico da Petrobrás "vai jogar pesado" na construção de refinarias de petróleo e no desenvolvimento da chamada camada do pré-sal, que representa uma área com grande potencial de exploração de petróleo. O conselho de Administração da Petrobrás está reunido neste momento, no Palácio do Planalto, para aprovar o Plano Estratégico.   O consultor Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), afirmou que a Petrobrás age como se fosse uma empresa 100% estatal quando os integrantes de seu conselho de administração discutem itens do plano estratégico da companhia com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, antes da apresentação formal do programa ao mercado. Lula está, neste momento, reunido no Palácio do Planalto com os conselheiros da empresa para, segundo fontes governistas, ouvir as "linhas gerais" do plano estratégico. Depois desse encontro, o Conselho fará uma outra reunião - sem Lula - no próprio Palácio do Planalto para deliberar sobre o plano.   Pires que é especialista no mercado de petróleo, disse não se lembrar de outra ocasião em que o Conselho de Administração da Petrobrás tenha se reunido no Palácio do Planalto. Normalmente, as reuniões acontecem na sede da empresa no Rio de Janeiro, ou, às vezes, no prédio da empresa em Brasília."Essa reunião (no Planalto) é ruim para o mercado, pois sinaliza que a Petrobrás precisa, antes ter o aval do presidente Lula", disse Pires.   Aporte   Na quinta, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que o Tesouro Nacional injetará R$ 100 bilhões adicionais no BNDES para garantir os investimentos em petróleo e gás, energia elétrica e infraestrutura.   A expectativa do governo é que o crédito farto, e com custo reduzido, rebata a onda de pessimismo que tomou conta do setor produtivo e cortou empregos e projetos de expansão. Mantega assegurou que não faltará dinheiro para implantar o plano de investimentos da Petrobrás, mas não confirmou nem desmentiu que o BNDES teria reservado R$ 20 bilhões para a estatal.   Para analistas do mercado, a companhia deve elevar seu orçamento, já que o novo plano deve incluir os gastos com a exploração nos campos do pré-sal. Além disso, serão incluídos investimentos em cinco novas refinarias. As duas refinarias Premium, destinadas ao Ceará e ao Maranhão, que envolvem cifras em torno de US$ 20 bilhões, poderiam ficar de fora, na opinião de alguns analistas - já que seriam destinadas à exportação e os principais mercados (americano e europeu) registraram queda no consumo depois do início da crise.   (Com Leonardo Goy, da Agência Estado)

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