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Presidente da Sabesp também nega privatização

O presidente da Sabesp, Gesner Oliveira, disse hoje que o governo do Estado não tem planos de privatizar a companhia. Depois de participar de evento promovido pela Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib), hoje na capital paulista, ele declarou: "Como presidente da Sabesp, temos seguido a orientação do governador José Serra e da secretária (de Energia e Saneamento) Dilma Pena, no que tange à política pública e não está no nosso programa de trabalho a privatização (da companhia). O que está, sim, no nosso programa de trabalho é o fortalecimento da empresa, a ampliação dos investimentos e o seu crescimento. A privatização não faz parte do nosso programa de trabalho, de forma nenhuma."Apesar da afirmativa, Gesner Oliveira deixou claro que há possibilidades de parcerias com o setor privado, citando como exemplo o modelo de PPPs, para aumentar a oferta de água para a Região Metropolitana de São Paulo, através da ampliação da Estação de Tratamento do Alto Tietê de 10 metros cúbicos por segundo para 15 metros cúbicos por segundo. "As lacunas do saneamento são tão grandes que não podemos falar só em setor público ou só em setor privado, é preciso a mobilização de todos os recursos. Do ponto de vista da Sabesp, ela já tem uma sólida posição financeira e vai continuar robustecida para ampliar investimentos e para se fortalecer como empresa. Ela já é a maior empresa de águas das Américas e tem toda a vocação pra se consolidar como um dos grandes players do saneamento mundial."Com o novo marco regulatório do setor, o presidente da Sabesp falou que o escopo das atividades de saneamento básico será ampliado. "Em particular, com a perspectiva de uma nova lei de regulação no Estado de São Paulo - que deverá ser votada amanhã na Assembléia Legislativa do Estado - abrem-se várias possibilidades de parcerias, de uma participação mais ativa da Sabesp, de maior agilidade, investimentos compartilhados e diferentes formas de atuação societária, que são acompanhantes natural de um marco regulatório novo, caracterizado pela competição e inovação tecnológica", reiterou.Gesner disse que, apesar de o novo marco regulatório do setor induzir a parcerias, projetos comuns e novas formas societárias, isso não quer dizer que a empresa fará algo neste sentido. "Não posso dizer que faremos ''A'' ou ''B'' porque seria prematuro e seriam informações que os acionistas preferiam que fossem preservadas até o momento devido. A legislação abre essa possibilidade para todas as empresas de saneamento, mas neste momento não temos informação a dar sobre isso, a não ser o fato que vislumbramos uma Sabesp mais ágil, proativa e que vai procurar todas as formas de ampliar, ao máximo, seus investimentos para estar na fronteira da inovação tecnológica."

ELIZABETH LOPES, Agencia Estado

12 de novembro de 2007 | 19h08

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