Presidente da Samsung é afastado após escândalo

O executivo mais poderoso da Coréia do Sul afirmou ontem que está deixando o cargo após 20 anos à frente do gigantesco Samsung Group, depois de ser acusado de evasão fiscal.O anúncio de Lee Kun-hee, 66, que chegou a ter status de herói por seu papel no crescimento da Samsung, veio como um choque mesmo em uma sociedade habituada a ver seus executivos envolvidos com os tribunais.Analistas dizem, porém, que Lee e sua família ainda controlam o maior conglomerado do país, algumas vezes apelidado de "República da Samsung", que responde por cerca de 20% das exportações do país."Eu deixo o cargo de presidente do conselho da Samsung neste momento. Estou triste uma vez que há muito a ser feito e um longo caminho a ser percorrido", falou um inexpressivo Lee, em breve comunicado transmitido ao vivo pela TV.O grupo vai desmantelar seu poderoso escritório de planejamento, que críticos afirmam ser uma organização nebulosa capaz de espalhar sua influência por 60 afiliadas, incluindo a Samsung Electronics, líder mundial em chips de memória e fabricação de telas planas."Não vejo nada além de uma mudança das pessoas no cargo. Não há nenhuma mudança real, a família Lee continua no comando", afirmou Oh Suk-tae, economista do Citibank.O grupo possui 250 mil funcionários pelo mundo e receita anual de US$ 160 bilhões, aproximadamente o tamanho do PIB de Cingapura.

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