finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Presidente da Telecom Italia pode renunciar ao cargo

Saída de Bernabè reduziria tensões na diretoria no momento em que a Telefônica ganha poder dentro do grupo

MILÃO, O Estado de S.Paulo

28 de setembro de 2013 | 02h15

O executivo-chefe da Telecom Itália, Franco Bernabè, poderá renunciar ao cargo na reunião da diretoria da empresa marcada para quinta-feira, dias depois de a espanhola Telefônica anunciar o plano de se tornar a maior acionista da companhia italiana, disseram fontes ouvidas pela Dow Jones.

A saída de Bernabè teria o objetivo de reduzir as tensões na diretoria da Telecom Itália, depois de meses de conflitos sobre o rumo estratégico da empresa. Parte da diretoria vê os esforços de Bernabè para fortalecer a posição financeira da companhia como insuficientes, disse uma das fontes.

Embora Bernabè tenha conseguido reduzir a dívida da empresa, ela ainda estava em 29 bilhões em junho. Por causa da deterioração de sua posição no mercado italiano e do alto nível de endividamento, agências de classificação ameaçam rebaixar as notas da Telecom Itália para grau especulativo.

No último ano, Bernabè tentou propor várias soluções para resolver a debilidade financeira da empresa, da venda de ativos à entrada de novos investidores, com pouco sucesso.

Na terça-feira, a Telefônica anunciou o plano de elevar sua posição na Telco, a holding que controla 22,4% da Telecom Itália, de 46% para 70% nos próximos meses. O acordo com os acionistas italianos da Telco prevê que o aumento da participação da Telefônica se traduza em mais direito a voto na diretoria a partir de 2014.

Na quarta-feira, falando a uma comissão do Parlamento italiano, Bernabè disse que a Telecom Itália tem apenas duas opções para evitar um rebaixamento de rating: fazer um grande levantamento de capital ou vender os ativos no Brasil.

Membros independentes da diretoria, entre eles Luigi Zingales, relutam em aprovar a venda, já que as operações da Telecom Itália no Brasil e na Argentina respondem por 40% do faturamento da empresa.

Segundo as fontes, a Telefônica não deve subscrever um aumento de capital e prefere ver a Telecom Itália vender suas operações no Brasil, de modo a reduzir sua dívida e ter meios de investir na melhora na Itália.

Há dúvidas se o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) permitirá que a Telefônica, dona da Vivo no Brasil, controle também a TIM. Juntas, TIM e Vivo têm 56% dos 267 milhões de consumidores de telefonia celular no País. / DOW JONES NEWSWIRES

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.