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Presidente da Vale sugere flexibilização de leis trabalhistas

Interlocutor privilegiado de Lula, Roger Agnelli vem conversando com o presidente e sindicatos sobre mudanças

Da Redação,

15 de dezembro de 2008 | 11h24

O presidente da Vale, Roger Agnelli, sugeriu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos últimos dias uma flexibilização das leis trabalhistas no País, como forma de combater os efeitos da crise financeira e evitar mais demissões. A mineradora, a segunda maior do mundo, já anunciou a dispensa de 1,3 mil pessoas, e, especialistas e líderes em todo o mundo prevêem que a terceira fase da turbulência será, justamente, uma crise de desemprego.  Veja também:Leia a íntegra da entrevistaDesemprego, a terceira fase da crise financeira globalDe olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise   Interlocutor privilegiado de Lula, Agnelli contou, em entrevista ao repórter de O Estado de S. Paulo, David Friedlander, que também tem conversado com sindicatos a respeito dessa mudança nas leis. "Seria algo temporário, para ajudar a ganhar tempo enquanto essa fase difícil não passa", explicou. Entre as propostas, estão a suspensão de contrato de trabalho, redução da jornada com redução de salário, entre outros. "Sei que estamos propondo algo muito difícil. Mas é preciso entender que esta não é uma situação normal", continuou. Um dos executivos mais bem-sucedidos do País, ele está no comando da Vale desde 2001. Segunda maior mineradora do mundo, a Vale tem faturamento superior a US$ 30 bilhões por ano, emprega mais de 60 mil pessoas e está presente em mais de 30 países. Observador privilegiado do cenário global, nesta entrevista Agnelli fala das dificuldades e dos planos da Vale para 2009, e brinca ao falar da própria sorte: "Eu pedi a Nossa Senhora, de quem sou devoto, e ela ajudou. Mas eu também corri muito atrás dos meus objetivos."

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