Presidente da Varig admite reduzir atividade da empresa

O presidente da Varig, Carlos Luiz Martins, disse hoje que, se as dificuldades financeiras da empresa persistirem, a companhia poderá reduzir o número de rotas e até a sua participação no sistema de mobilização no atendimento a emergências nacionais ou internacionais.Ao sair de audiência com o ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, no Palácio do Planalto, Martins afirmou que a Varig, no momento, trabalha com resultados positivos. Lembrou que as dívidas da empresa têm origem no passado, mas disse que elas podem ser solucionadas, em boa parte, se o governo aceitar fazer um encontro de contas.Em dezembro do ano passado, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que a Varig tem direito a uma indenização de R$ 2,4 bilhões por perdas sofridas com sucessivos planos econômicos governamentais. A Varig, por seu lado, tem com o governo uma dívida de aproximadamente US$ 1,8 bilhão (cerca de R$ 4,90 bilhões), das quais 67% são com a Receita Federal, o INSS e o FGTS."Há um ano e meio, a empresa tem operado positivamente, temos resistido, mas, se as dificuldades continuarem, a Varig vai ter que se adaptar e emagrecer. No momento em que tiver que otimizar todos os seus recursos, não terá mais essas disponibilidades", afirmou Martins, referindo-se ao fato de a Varig manter rotas não lucrativas para lugares mais distantes do Centro-Sul do País.Ao se referir à possível redução da participação da empresa em operações de ajuda internacional, o executivo citou como exemplo o envio de um DC-10 da Varig transportando medicamentos para flagelados no Sri Lanka, um dos países do sul da Ásia atingidos por ondas gigantes.

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