REUTERS/Ricardo Moraes
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Presidente de associação de mineradoras renuncia duas semanas após ser eleito

Renúncia de Jerson Kelman à presidência do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) ocorre após desastre provocado pelo rompimento de uma barragem de rejeitos de mineração operada pela Vale em Brumadinho (MG)

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

04 Fevereiro 2019 | 12h20

O engenheiro civil Jerson Kelman renunciou à presidência do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), apenas duas semanas depois de sua eleição para comandar a organização que representa as empresas mineradoras.

Em nota divulgada nesta segunda-feira, o Ibram informou que foi Kelman quem entregou seu pedido de demissão e que o Conselho Diretor do Instituto avaliaria sua substituição em breve. O executivo tinha sido eleito para comandar o Ibram no último dia 18 de janeiro, uma semana antes da tragédia provocada pelo rompimento da barragem de rejeitos de mineração operada pela Vale, na Mina do Córrego do Feijão, na cidade de Brumadinho, em Minas Gerais, no dia 25, que deixou ao menos 121 mortos e 226 desaparecidos.

No dia da eleição, a entidade divulgou nota afirmando que Kelman estaria à frente "de um planejamento estratégico audacioso para os próximos dois anos". Ele substituiu Walter Alvarenga, que passaria a atuar na área de Assuntos Institucionais do Ibram.

Kelman foi presidente da Sabesp e do Grupo Light, além de ter sido diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a presidência da Agência Nacional de Águas (ANA).

O Ibram reúne mais de 130 associados que integram a atividade mineral brasileira, entre mineradoras, entidades de classe patronais, empresas de engenharia mineral, ambiental, de geologia, fabricantes de equipamentos, centros de tecnologia e bancos de investimento.

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