Presidente do BC apresenta plano para fim do "corralito"

A pedra no sapato do ministro de Economia argentino, Roberto Lavagna, continua sendo a figura do presidente do BC, desta vez encarnado em Aldo Pignanelli que, aproveitando sua viagem aos Estados Unidos, onde participa do seminário internacional sobre a Argentina, está apresentando um plano alternativo ao do ministério de Economia para a saída do "corralito". Pignanelli já apresentou seu plano à número dois do FMI, Anne Krueger, e hoje o fará ao diretor do Departamento Ocidental, Anoop Singh. Sua idéia central é liberar as contas correntes de até 10 mil pesos e oferecer bônus mais atrativos para os depósitos a prazo fixo que foram reprogramados. Porém, Lavagna já gritou bem alto ontem, dizendo que o processo de negociação "é dirigido pelo ministério de Economia porque a lei assim o diz" e que qualquer saída para o "corralito", deverá passar "obrigatoriamente pelo fechamento da goteira provocada pelas ações na Justiça". Ou seja, além de desautorizar o presidente do BC, o ministro admite claramente que nenhuma medida a ser adotada terá o alcance esperado se a Justiça não deixar de dar ganhos de causa às centenas de processos dos depositantes diariamente. No entanto, Pignanelli trata de difundir sua idéia para que a comissão de notáveis que chegará na próxima semana ao país, já tenha um plano "mastigado" para ser discutido com o governo. No mercado, há duas leituras sobre este episódio: que o presidente do BC regresse de mãos vazias, dizendo que tudo foi um mal-entendido e que ele estava somente discutindo os números do programa monetário ou que, no caso de um avanço nas negociações com o FMI, Lavagna deixe de ser ministro antes do esperado.

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