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Presidente do BC argentino alerta para ameaça de hiperinflação

O presidente do Banco Central da Argentina, Aldo Pignanelli, voltou a protagonizar novas polêmicas no país justamente na ausência do ministro de Economia, Roberto Lavagna, que está na Europa, tentando encontrar uma ajuda para impulsionar o acordo com o Fundo Monetário Internacional. As declarações de Pignanelli, ontem no Congresso, trazendo de volta o fantasma da hiperinflação esquentou a imprensa argentina que estampa em suas capas a ameaça e a preocupação do governo com a possível redolarização dos depósitos. O recurso legal contra a pesificação e todas as medidas relacionadas com a mesma está para ser julgada pela Corte Suprema de Justiça e o governo teria informações de que os juízes decidiriam pela redolarização dos depósitos bancários. Se isso ocorrer, segundo o presidente do BC, não haverá outra solução que a imposição de um bônus compulsório com prazo de 5 a 10 anos para os depósitos a prazo fixo que foram reprogramados e que ainda não estão liberados do "corralito", como estarão as contas correntes e poupança a partir da próxima segunda-feira. Pelas declarações de Aldo Pignanelli, o governo já está se preparando para uma sentença contra a pesificação. Neste sentido, o ministério de Economia e os Bancos estariam discutindo as possíveis alternativas para cumprir a sentença que poderia determinar a devolução dos depósitos em dólares que foram pesificados em janeiro passado. Quem já retirou seus depósitos ou trocou-os pelos títulos públicos sairá perdendo porque, segundo o governo, foram "opções voluntárias". AlternativaPelos dados de Pignanelli, os depósitos totalizam US$ 12 bilhões de dólares que poderiam ser devolvidos de quatro formas diferentes, conforme estudos da equipe econômica. Uma delas, já dita pelo presidente do BC, seria a emissão de um bônus compulsório para trocar pelos depósitos. A segunda alternativa seria compartilhar os custos entre bancos e governo: os bancos devolveriam o depósito em pesos e o Estado emitiria uma título público com o valor da diferença. A terceira opção seria uma negociação privada entre bancos e clientes, caso a caso. Por último, o governo adotaria a solução "uruguaia", a qual consiste em que o Estado cubriria a devolução dos depósitos dos bancos públicos e os privados assumiriam seus depósitos. A polêmica sobre o assunto está aberta e só resta esperar a decisão da Corte Suprema de Justiça.

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