Presidente do BC argentino cai por divergências com Lavagna

O presidente do Banco Central da Argentina, Alfonso Prat Gay, e seu vice, o economista Pedro Lacoste, serão substituídos por causa de divergências com o ministro de Economia, Roberto Lavagna. O novo presidente do Banco Central deverá ser o atual vice-chanceler, o economista Martin Redrado, conforme fontes do governo. O presidente Nestor Kirchner decidiu não renovar o mandato de quatro anos de Prat Gay a pedido do proprio Lavagna, segundo as fontes. A disputa entre Prat Gay e Lavagna já vem de longa data, mas a gota d´água foi uma série de críticas que o presidente do BC vinha fazendo sobre a forma escolhida pelo ministro de Economia para negociar a reestruturação da dívida. Outro forte ponto de conflito entre ambos está sendo discutido agora, no ministério de Economia, em reunião entre Lavagna e os presidentes da Petrobras, José Eduardo Dutra, e do BNDES, Carlos Lessa. Prat Gay estava exigindo de Lavagna garantias de pagamento do futuro empréstimo que o banco brasileiro fará à Petrobras para a ampliação do gasoduto San Martin. Mudanças na diretoria Segundo informações da Dow Jones, as mudanças no Banco Central da Argentina não estão restritas apenas à presidência. Três dos quatro diretores cujos mandatos vencem na próxima semana serão substituídos. Guillermo Lesniewier, Augusto Magliano e Victor Bescos vão sair. Kirchner manterá apenas Arturo O´Connell. Os substitutos serão Arnaldo Bocco, chefe do banco de promoção às exportações; Zenon Biagosh, vice-presidente do Banco Nacion. Waldo Faris, chefe da loteria nacional, também entrará para a diretoria do BC. O provável substituto de Redrado no Ministério das Relações Exteriores deve ser o ex-presidente do Banco Central Javier Gonzalez Fraga.

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