Presidente do BC argentino vai a Washington

O presidente do Banco Central, Mario Blejer, viajou repentinamente a Washington para explicar ao Fundo Monetário Internacional as novas medidas adotadas para frear o dólar e que passarão a fazer parte de sua política cambial. O FMI enviará uma missão negociadora no dia 2 de abril, segundo informações do Ministério de Economia. "Não vamos reagir histericamente" para controlar a alta do dólar porque "temos reservas suficientes para intervir no mercado e, quando for, necessário o faremos fortemente", disse Blejer, antes de embarcar, ao jornal Ámbito Financiero. O jornal interpreta que o BC "praticamente não intervirá" no mercado cambial até que este esteja mais tranqüilo. A política de intervenção do BC será uma das questões chave que Blejer tratará em Washington porque o FMI pediu ao governo que o BC não intervenha mais e que deixe o dólar flutuar livre. Nos próximos dias, o mercado receberá nada menos que US$ 80 milhões de dólares que poderão controlar o valor da moeda. Trata-se do dinheiro que o Seguro de Depósitos S.A (Sedesa) venderá para injetar no Banco Galícia, como parte do acordo de capitalização, fechado na última sexta-feira. Estes dólares deverão ser vendidos no momento que o BC julgar necessário para aplacar a falta de moeda no mercado.Leia o especial

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