Dida Sampaio/Estadão - 24/2/2021
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Presidente do BC diz a bancos que acelerar a vacina é o mais importante a fazer

Roberto Campos Neto participou de reunião com executivos na Federação Brasileira de Bancos ao lado do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

11 de junho de 2021 | 13h20

BRASÍLIA - Em reunião com alguns dos principais executivos de bancos com atuação no Brasil, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, defendeu na manhã desta sexta-feira, 11, que a aceleração da vacina é “o mais importante” a ser feito no País. Fontes do setor financeiro presentes no encontro disseram ao Estadão/Broadcast que, segundo Campos Neto, o País não pode “baixar a guarda” em relação à vacinação.

Com o presidente do BC estava o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Na pauta do encontro, que ocorreu na sede da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em São Paulo, estavam o processo de vacinação no País e as perspectivas econômicas para o pós-pandemia.

Como está no “Silêncio do Copom” - período em que os dirigentes do BC precisam evitar falar com membros do mercado financeiro sobre os rumos da taxa básica de juros para o controle da inflação -, Campos Neto abriu sua participação na reunião afirmando que não poderia fornecer dados sobre a conjuntura. O próximo encontro do Copom está agendado para a próxima semana, nos dias 15 e 16, e existe ansiedade no mercado financeiro a respeito do futuro da Selic, atualmente em 3,5% ao ano.

Aos dirigentes de bancos reunidos na Febraban, além de defender a vacinação, Campos Neto afirmou que existe hoje uma discussão internacional entre os bancos centrais, que buscam tirar lições a respeito da crise econômica gerada pela pandemia. Conforme as fontes ouvidas pela reportagem, Campos Neto citou como primeira lição o fato de bancos privados terem participado da liberação de crédito durante a crise - e não apenas o setor público.

A segunda lição, conforme Campos Neto, diz respeito à importância de se dividir o risco de crédito em momentos como este. Aos presentes, ele defendeu que o risco de crédito não pode ficar concentrado apenas no setor privado ou no público.

Campos Neto afirmou ainda que o direcionamento de crédito não é uma estratégia “tão eficaz” e que os programas vinculados à proteção do emprego foram importantes. Participantes da reunião disseram que ele voltou a defender que “é melhor fazer mais do que menos” em situações como a gerada pela pandemia. A fala de Campos Neto durou cerca de dez minutos.

Além de Campos Neto, falaram o presidente da Febraban, Isaac Sidney, e Queiroga. Na plateia estavam executivos como o presidente do Itaú Unibanco, Milton Maluhy, o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari Junior, o presidente do BTG Pactual, Roberto Sallouti, o vice-presidente do Santander, Alessandro Tomao, e o vice-presidente do Banco do Brasil, João Carlos Pecego, entre outros. Ao todo, 17 alto executivos de bancos estiveram com Campos Neto e Queiroga na sede da Febraban. 

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