Presidente do BC japonês sugere que não há meta de inflação

Entendimento que a instituição tem da estabilidade de preços não representa uma meta de inflação, diz Shirakawa

Danielle Chaves, da Agência Estado,

18 de fevereiro de 2010 | 08h34

O presidente do Banco do Japão (BOJ, banco central do país), Masaaki Shirakawa, sugeriu que o entendimento que a instituição tem da estabilidade dos preços no médio prazo não representa uma meta de inflação. "Se nos concentrarmos muito nos movimentos dos preços nós podemos negligenciar desequilíbrios na economia geral", afirmou Shirakawa.

 

No início da semana, o ministro de Finanças japonês, Naoto Kan, disse que o governo do Japão e o BOJ esperam que os preços domésticos aumentem cerca de 1% anualmente, dando uma meta específica para a inflação pela primeira vez. Em dezembro, o BOJ havia afirmado que seu entendimento da estabilidade dos preços para médio e longo prazo é de uma faixa positiva de 2% ou menos, com o ponto médio em cerca de 1%.

 

Nesta quinta-feira o conselho de política do BOJ votou unanimemente para manter a taxa básica de juros inalterada em 0,1%. Após a reunião, Shirakawa também afirmou que o BOJ deve encerrar as compras de ações pertencentes a bancos até abril, como originalmente planejado. "As condições do mercado financeiro estão melhorando, portanto pretendemos encerrar as compras como planejado", disse. As informações são da Dow Jones.  

Tudo o que sabemos sobre:
Meta de inflação, BC, Japão

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.