Paulo Whitaker/Reuters
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Presidente do BNDES: CCJ deu passo importante, mas outras iniciativas são necessárias

Joaquim Levy falou sobre a aprovação da reforma da Previdência durante abertura do Congresso de Fundos de Investimento da Anbima

Cynthia Decloedt e Karla Spotorno, O Estado de S.Paulo

24 de abril de 2019 | 11h23

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, elogiou a aprovação da admissibilidade, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da proposta de reforma da Previdência, mas comentou que outras iniciativas são necessárias.

"A CCJ deu um grande passo, o que é muito importante, mas além da reforma da Previdência, há várias outras iniciativas que estimularão a economia. Há uma visão de uma economia mais livre, em que os negócios podem crescer mais", disse.

Na abertura do Congresso de Fundos de Investimento da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), realizado nesta quarta-feira, 24, Levy mencionou ainda o esforço do novo governo na venda para o setor privado das participações do BNDES e da Caixa.

Expectativa

Levy reiterou que a reforma da previdência será muito importante para fortalecer a confiança do mercado. "Tenho certeza que a bolsa irá ultrapassar os 100 mil pontos (Ibovespa) com o andamento da reforma", citou. 

O presidente do BNDES reconheceu, no entanto, que a economia atravessa um momento de muita expectativa. "A economia está num momento de expectativa. Empresas aguardam para tomar decisões. O número de consultas ao banco ainda é modesto", afirmou.

Constituição de fundos

Na ocasião, Levy disse que  o banco de fomento deve vender suas participações por meio da constituição de fundos."Uma das coisas que estamos preparando é empacotar em fundo bons créditos e convidar o mercado a investir nesses papéis", comentou. 

Levy ainda afirmou que essa é uma forma de também colaborar com a indústria de fundos, no sentido de injetar novos ativos no mercado. O presidente do BNDES citou ainda que o banco está trabalhando com fintechs para trazer instrumentos para as pequenas e médias empresas (PMEs) terem mais acesso a crédito.

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