Clayton de Souza/Estadão
Clayton de Souza/Estadão

Presidente do Conselho de Bradesco: 'Temos esperança e confiança no novo governo'

Lázaro de Mello Brandão ressalta que o Brasil tem economia 'forte' e uma população 'trabalhadora'; para Trabuco, presidente do banco, luta contra recessão é prioridade máxima

ALINE BRONZATI, O ESTADO DE S. PAULO

12 de maio de 2016 | 09h58

SÃO PAULO - O presidente do Conselho de Administração do Bradesco, Lázaro de Mello Brandão, afirmou que a instituição tem "esperança" e "confiança" no novo governo, mas que o tempo é curto e, por isso, o Brasil necessita de uma condução "firme" e de "consenso" para superar o momento atual.

O Senado aprovou, nesta manhã, o afastamento provisório da presidente Dilma Rousseff por 55 votos a favor e 22 contra. Em seu lugar, assume o vice-presidente Michel Temer, que ficará como presidente interino durante os 180 dias do afastamento da petista.

"Temos esperança e confiança no novo governo. Sem euforia, sabemos das dificuldades à frente e estamos prontos para enfrentar os desafios. Não podemos ceder à inércia da desesperança", afirmou Brandão, em nota ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.

O executivo ressaltou ainda que o Brasil tem economia "forte" e população "trabalhadora". "Há pilares que nos dão ânimo. Enfatizamos que o tempo é curto e precisamos de uma condução firme, mas de consenso possível, para superarmos o atual momento", concluiu Brandão.

Luta. Já o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, disse que o governo Temer representa a oportunidade de o Brasil se dar conta de que a luta contra a recessão é a "prioridade máxima" do País. A expectativa, conforme o executivo, é de que a nova administração direcione o Brasil a um "novo tempo de solidez, um País pensado para fluir".

Para Trabuco, Henrique Meirelles é o nome certo para dar "estrutura, hierarquia e clareza à política econômica" brasileira. "O Brasil não pode mais ficar aprisionado a esse feitiço do tempo, no qual os dias apenas se repetem. O tempo passa rápido e assim deve ser. Os desafios estão aí para serem vencidos", destacou, em nota.

Segundo ele, conta a favor do País o fato de o motor do crescimento estar no Brasil, representado pelos consumidores e ainda sua economia diversificada. Citou ainda o avanço tecnológico e uma "grande" demanda reprimida por investimentos em infraestrutura e novas plantas industriais.

Também contribui, na visão de Trabuco, a experiência do País com ciclos econômicos. "Outra vantagem é que temos uma curva de aprendizado excepcional em termos de experiências econômicas. Sabemos o que deve ser feito", acrescentou o presidente do Bradesco.

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