Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Presidente do DEM diz que partido quer ajudar a construir maioria para reforma

ACM Neto cobrou do Planalto clareza na articulação no Congresso pelas mudanças nas aposentadorias

Camila Turtelli, O Estado de S.Paulo

13 de março de 2019 | 13h11

BRASÍLIA - O presidente nacional do DEM, ACM Neto (BA), afirmou que o partido quer ajudar o governo a construir maioria para garantir a aprovação da reforma da Previdência, mas cobrou do Planalto clareza na articulação no Congresso pelas mudanças nas aposentadorias.

O prefeito de Salvador (BA) afirmou ainda que o papel do DEM é ajudar na construção da maioria para a aprovação da reforma. O partido que tem três ministros no governo, no entanto, ainda não definiu sua posição política frente ao Executivo. Segundo ACM, foi dado o início da discussão na reunião da executiva nacional desta quarta. “Não vamos participar de nenhum tipo de toma lá da cá, temos compromisso com a agenda do País”, disse.

Ele sinalizou que o DEM espera entender melhor qual é o ambiente de construção política de Bolsonaro, para se posicionar. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que a decisão se o DEM será base ou oposição se dará “em tempo oportuno”.

Em relação a expulsão de Elcio Queiroz, ACM disse que o suspeito do caso Marielle foi expulso sumariamente por ele na terça e que houve um referendo entre os membros. “Eu nem sabia da filiação dele”, afirmou.

Diálogo direto

Durante um café com jornalistas, Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira, 13, que a reforma da Previdência "exige uma negociação política muito grande", segundo o jornalista Carlos Alberto Di Franco, colunista do jornal O Estado de S. Paulo, que estava entre os convidados. Bolsonaro também disse que tem buscado atuar diretamente no diálogo com parlamentares para viabilizar a aprovação da proposta no Congresso. 

Segundo fontes, alogo pós o café tomado com os jornalistas, o presidente afirmou que espera que a aprovação da reforma da Previdência na Câmara e no Senado ocorra ainda no primeiro semestre deste ano. 

Ele teria dito que após a etapa inicial de tramitação na Câmara ser vencida, será mais fácil aprovar a matéria no Senado. Bolsonaro lembrou, inclusive, que há ex-governadores entre os senadores e que eles devem se sensibilizar com a necessidade de aprovação da proposta, inclusive parlamentares da oposição. / COM JULIA LINDNER

 

 

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