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Presidente do Fed diz que protecionismo deve ser evitado

O presidente do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, Ben Bernanke, fez um chamado nesta sexta-feira para que os estrategistas políticos se esforcem para assegurar que os benefícios da globalização sejam bastante difundidos em seus países. Ele ressaltou a necessidade de uma mudança consensual para evitar a revitalização do protecionismo.Em discurso preparado para o simpósio econômico anual do Federal Reserve Bank de Kansas City, Bernanke afirmou que "novos progressos na integração da economia global não podem ser tidos como garantidos. Preocupações geopolíticas, incluindo tensões internacionais e os riscos de terrorismo já restringem o ritmo da integração econômica mundial, e podem fazê-lo ainda mais no futuro", apontou.Segundo Bernanke, a dura oposição à abertura política se deve aos resultados deste tipo de mudança na vida de algumas pessoas. "Essas mudanças nos padrões de produção podem ameaçar o sustento de alguns trabalhadores e os lucros de algumas empresas, mesmo quando estas mudanças levam à maior produtividade", afirmou.Para ele, o grande desafio para os governantes seria "assegurar que os benefícios da integração econômica global sejam largamente compartilhados", fornecendo suporte político para que a integração continue.Bernanke aconselhou que os governos auxiliem os trabalhadores cujo sustento está ameaçado pela mudança de padrões internacionais de negócio, ajudando na mudança para novos trabalhos, por exemplo.O presidente afirmou ainda que a integração econômica global está ocorrendo em um ritmo sem precedente, fazendo avançar as bases de crescimento da produtividade e a redução da pobreza global."As mudanças tecnológicas e econômicas devem, provavelmente, encolher as distâncias efetivas ainda mais nos próximos anos, criando o potencial para a contínua melhora da produtividade e nos padrões de vida, além da redução da pobreza global", afirmou. O presidente do Fed não fez referências sobre a economia norte-americana e a perspectiva da política monetária em seu pronunciamento. No início do mês, o Fed interrompeu seu ciclo de aperto monetário, mantendo a taxa de juros inalterada em 5,25% ao ano. Após uma série de dados, cresceu a percepção de que esse será o pico da taxa, embora os dados de inflação e emprego que serão divulgados sejam cruciais na decisão do encontro do Fed de 20 de setembro.

Agencia Estado,

25 de agosto de 2006 | 16h07

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