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Presidente do Fed diz que recuperação será lenta

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, deixou claro, no discurso de hoje no Simpósio Econômico Anual de Jackson Hole, que, embora a economia global se encontre em terreno mais estável, ele não espera uma rápida recuperação.

CYNTHIA DECLOEDT, Agencia Estado

21 de agosto de 2009 | 12h02

Segundo Bernanke, a atividade econômica parece estar se estabilizando nos EUA e no exterior. Além disso, as perspectivas de retomada do crescimento no curto prazo "parecem boas", mas a recuperação "deve ser relativamente lenta no início, com o desemprego caindo apenas gradualmente de seus níveis mais elevados."

Bernanke observou que a economia global está muito melhor do que no encontro do ano passado. "Após nosso último encontro, o mundo atravessou a mais severa crise financeira desde a Grande Depressão", disse. Ainda assim, ele afirmou que os "desafios críticos permanecem". Para exemplificar, ele citou a atual tensão dos mercados financeiros globais e as dificuldades que empresas e cidadãos ainda enfrentam para obter crédito. Os comentários de Bernanke reforçam o comunicado divulgado após a reunião de política monetária do Fed, na qual as autoridades reiteraram os planos de manter a taxa de juro próxima a zero.

Bernanke observou que a agressiva resposta global à crise financeira ajudou a aliviar a profunda recessão, ao estabilizar os principais mercados financeiros. Ele argumentou que sem a resposta dos governos, a crise teria sido pior. Segundo ele, as maiores empresas financeiras teriam falido e o sistema financeiro ficaria em sério risco. "Não podemos saber com certeza quais efeitos econômicos esses eventos teriam provocado, mas o que sabemos sobre os efeitos de crises financeiras sugerem que a desaceleração global resultante teria sido extraordinariamente profunda", afirmou o presidente do Fed.

Entretanto, as políticas dos meses recentes levaram a uma notável melhora dos mercados, acrescentou. "Os mercados de recursos de curto prazo estão funcionando normalmente, as emissões de bônus corporativos têm sido fortes e a atividade em alguns mercados de securitização, anteriormente moribunda, melhorou", disse Bernanke. Ele citou ainda os preços das ações, que "parcialmente recuperaram-se", e as taxas hipotecárias nos EUA, que caíram significativamente desde o último outono (no Hemisfério Norte).

Adicionalmente, Bernanke repetiu seu pedido, às autoridades de política monetária, para que promovam drásticas reformas na regulamentação financeira. Ele também pediu que os líderes internacionais mantenham os esforços de contenção da crise financeira, a fim de garantir uma recuperação sustentada. "Tenho a esperança de que, quando nos reunirmos daqui a um ano, poderemos falar dos grandes progressos atingidos nesses dois objetivos". As informações são da Dow Jones.

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