Presidente do FMI pede 'resposta séria' a ameaça de crise

Dominique Strauss-Kahn disse que medidas devem ir além da ação de bancos centrais.

Rogerio Wassermann, BBC

26 de janeiro de 2008 | 11h05

A atual ameaça de crise econômica nos Estados Unidos pede uma "resposta séria", segundo afirmou neste sábado o diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, durante debate no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.Em entrevista após o debate, ele advertiu que a resposta à crise não depende apenas da ação individual de Bancos Centrais e de suas políticas monetárias, mas de uma coordenação multilateral de políticas econômicas sob a supervisão de organizações internacionais como o próprio FMI.Segundo Strauss-Kahn, os Estados Unidos enfrentam uma "séria" desaceleração e que, por isso, a resposta a essa situação deve também deve ser "séria".Contrariando a tradicional receita do FMI pelo controle de gastos públicos e rigor fiscal, o presidente da instituição afirmou que, para alguns grandes países, a resposta à atual crise pode ser um afrouxamento das políticas fiscais e a facilitação do crédito com a redução das taxas de juros.Segundo ele, a desaceleração econômica pode ajudar a reduzir pressões inflacionárias e com isso abrir espaços para a redução das taxas de juros sem comprometer o combate à inflação.Ele não quis dizer, porém, quais seriam os países que poderiam adotar esse afrouxamento da política fiscal ou reduzir suas taxas de juros. Parte da atual crise é vista como conseqüência do crescente déficit público nos Estados Unidos e a conseqüente perda do valor do dólar em relação às outras moedas.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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