Presidente do IPEA prevê crescimento em 2005

O presidente do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), Glauco Arbix, acredita que 2005 será mais um ano de crescimento da economia brasileira. Segundo ele, o Grupo de Conjuntura do Ipea está revisando os números para 2004, o que deverá ser divulgado até o final do mês. "Eu acredito que vamos divulgar para cima as nossas projeções", antecipou Arbix durante entrevista no programa Espaço Aberto, da Globo News. "Nós acreditamos que é possível a gente manter o crescimento para o ano que vem. Há um trabalho do governo para diminuir a nossa vulnerabilidade externa e a nossa atividade, acredito que é possível manter e até mesmo aumentar aquilo que nós vamos alcançar este ano."Juros devem baixarNo entanto, ele não quis fazer previsões para períodos mais longos de crescimento. Arbix acha que para o País manter esse crescimento seria necessário que os juros fossem reduzidos. "Nós estamos vivendo um forte momento de recuperação que está muito além da discussão que tenta comparar o patamar anterior do Brasil de praticamente estagnação, no ano passado com o patamar de hoje", sentenciou. "Saber se vamos conseguir manter esse desenvolvimento no médio e longo prazos é uma outra questão. Eu acredito que os juros devem baixar. E eu acho que o governo está trabalhando nesse sentido." Superávit primário: "Por um longo período"Glauco Arbix defende a política de superavits primários altos para manter a confiança dos investidores e, assim, chegar ao crescimento. "Nós temos exemplos bastante eloqüentes de como países com superávits conseguiram um desenvolvimento espetacular, como por exemplo a Irlanda, a Itália", exemplificou o presidente do Ipea. "Vários países viveram a experiência de manter durante um longo período um superávit que conseguiu, na verdade, aumentar a sua credibilidade e favorecer o ambiente de desenvolvimento e o ambiente de desenvolvimento nacional (...) Não acredito que o superávit brasileiro esteja na raiz das nossas dificuldades. Acho, pelo contrário, que é fundamental que a gente tenha um superávit e acredito que nós vamos ter de manter esse superavit por um longo período."

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