Wilton Junior|Estadão
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Presidente do PP convoca reunião para tratar de fechamento de questão sobre Previdência

O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, defendeu mais cedo nesta terça-feira, 5, que o partido deve fechar questão a favor da matéria

Julia Lindner e Marcelo Osakabe, O Estado de S.Paulo

05 Dezembro 2017 | 14h41

BRASÍLIA - O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), convocou reunião da Executiva do partido para esta terça-feira, 5, às 16 horas, no Senado. Embora não tenha informado oficialmente o motivo do encontro, o tema deve ser a reforma da Previdência. Mais cedo, Nogueira defendeu que o partido deve fechar questão a favor da matéria, mas que aguarda definição do governo para que o tema seja pautado no plenário da Câmara.

"Após definição do governo, a presidência do partido irá reunir a bancada para defender fechamento de questão para votação da reforma, cuja aprovação é imprescindível para o País", diz o texto divulgado pela assessoria de imprensa de Nogueira. O PP possui 46 deputados em exercício atualmente.

Para o deputado Jerônimo Goergen (RS), que possui uma posição mais independente na sigla, é "provável" que o PP feche questão a favor da reforma, pois considera que o partido é o que "mais tem dado sustentação para o governo" do presidente Michel Temer nos últimos meses. Ao longo do último final de semana, Temer intensificou a articulação para que os principais partidos da base aliada obriguem seus parlamentares a votarem a favor do texto. 

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Apoio. O governador Geraldo Alckmin declarou nesta terça-feira, 5, que apoia a reforma da Previdência, mas que o fechamento de questão sobre o tema depende dos deputados.

"Meu apoio à Previdência não é pela metade, é integral", afirmou o tucano, lembrando que o governo de São Paulo realizou a reforma em 2011. "Em nível federal, nós apoiamos a Previdência", reiterou, para depois dizer que o fechamento de questão depende dos parlamentares. "Essa é uma questão do partido, que vai ouvir a bancada. Isso deve ocorrer amanhã".

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Alckmin também se esquivou de comentar as declarações dadas pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), em entrevista à Folha de S.Paulo, para quem o governo Temer terá candidatura própria e não será a do governador paulista. Segundo Meirelles, isso acontece porque o PSDB sinaliza que não vai seguir apoiando o governo do peemedebista.

"Eleição é em 2018, só vamos discutir essa questão eleitoral no ano que vem", afirmou, acrescentando que o PSDB só deve fazer aliança com partidos que não tiverem candidatura própria.

Questionado se não representar o legado do governo Temer, como sinalizou Meirelles, era bom ou ruim, o tucano disse apenas que "todo governo tem seus aspectos bons e dificuldades". Ele não quis comentar se as críticas do ministro da Fazenda prejudicam a participação do PSDB no governo. 

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