Paulo Whitaker/Reuters
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Presidente do Santander Brasil afirmou que deve competir até o final pelo Citi

Citi prorrogou,o prazo para envio das propostas vinculantes pela sua operação de varejo para o dia 1º de agosto

Aline Bronzati, O Estado de S.Paulo

27 Julho 2016 | 12h04

SÃO PAULO - O presidente do Santander Brasil, Sérgio Rial, afirmou que o banco está no processo de disputa pelos ativos de varejo do Citi no Brasil e que, possivelmente, deve competir até o final pelo banco americano. "Temos obrigação de olhar as oportunidades que aparecem no mercado. O Citi tem uma plataforma de varejo interessante, mas é pequena em relação à operação do Santander. Estamos no processo", disse ele, em coletiva de imprensa, na manhã desta quarta-feira, 27.

Rial não quis dar, porém, mais detalhes sobre o andamento da venda dos ativos de varejo do banco americano no Brasil. O Citi prorrogou, conforme antecipou o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado na semana passada, o prazo para envio das propostas vinculantes pela sua operação de varejo. A data limite era segunda-feira, 25, mas foi estendida para o dia 1º de agosto. Tanto o Santander quanto o Itaú Unibanco fizeram propostas não-vinculantes pelo Citi, que não os obrigam a comprar o ativo pelo preço ofertado.

O presidente do Santander Brasil admitiu, contudo, que está claro que existe aderência interessante do perfil do cliente do Citi ao do banco espanhol. Acrescentou ainda que a instituição será disciplinada em preço e que não há "febre" pelo banco americano. 

Questionada por jornalistas em evento sobre América Latina na sede do banco em Madri, a presidente mundial do Santander, Ana Botín, disse que a instituição analisa os ativos do Citibank no Brasil, mas “não tem que comprar” a operação à venda.

“No ano passado, analisamos o HSBC Brasil. No fim, não fomos nós que compramos, mas compramos em Portugal.” A presidente comentou que essas aquisições - como a feita em Portugal ou as avaliadas no Brasil - são suplementares.

Ana Botín disse que o Santander “tem massa crítica para competir” no Brasil. Por isso, uma eventual aquisição não é fundamental e só seria feita se houvesse sentido econômico.

Sobre Brasil, embora tenha indicado a necessidade de o País segurar a inflação, Ana Botín se mostrou otimista. “O Brasil está fazendo as reformas necessárias para se financiar com mais capital privado. As últimas reformas vão por um bom caminho e ajudam a reduzir o custo de se fazer negócios. Isso é fundamental.”

A executiva reiterou a aposta da instituição nos países da América Latina, ressaltando que a região gera 40% dos resultados do grupo espanhol.

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