André Dusek/Estadão
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Presidente do Senado afirma que havia acordo para votar veto do Funrural

Eunício Oliveira (MDB-CE) disse ainda que não faz parte da 'base' aliada do governo e que o Congresso 'não é puxadinho de ninguém'

Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

04 Abril 2018 | 01h03

BRASÍLIA - O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), disse que acertou com o presidente Michel Temer que só colocaria o veto do Funrural em votação se houvesse um "entendimento" com o governo e que o presidente Michel Temer foi informado na semana passada sobre a votação desta terça-feira, 3.

Apesar disso, alguns integrantes da Receita Federal afirmam que foram pegos de surpresa com a rejeição de todos os 105 dispositivos do veto, que pode representar perda de R$ 10 bilhões para a arrecadação. "Dizem que foram pegos de surpresa, mas o presidente (da República) não foi. Também soube que funcionários da Receita ficaram irritados, mas não são funcionários da Receita que pautam veto aqui, nem que votam. Se quiserem fazer encaminhamento é simples, é só ir para a rua, disputa eleição, vir para cá e fazer a defesa. Agora, querer impor a pauta, sinto muito", afirmou o emedebista.

Ele disse que não faz parte da "base" aliada do governo e que o Congresso "não é puxadinho de ninguém". "A base do governo é que tem que defender o governo. A base do governo é que tinha que fazer o encaminhamento e manter o veto, ou derrubar o veto. Se a base do governo não se articulou o suficiente para manutenção do veto, paciência. Meu papel era pautar e avisei o governo que faria", declarou.

++ Congresso derruba vetos de Temer e causa impacto de R$ 13 bi no Orçamento

Mais cedo, na cerimônia de filiação do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ao MDB, no início da tarde, Oliveira já havia dado o tom do que seria a sessão parlamentar. Depois que o presidente Michel Temer e Meirelles já tinham deixado a sede do partido, ele disse, sem disfarçar a irritação, que a área econômica "não manda" na pauta do Senado.

"Pelo menos, enquanto eu for presidente, não manda", afirmou ao ser interpelado sobre decisão da Associação Nacional dos Auditores Fiscais (Unafisco) de tentar impedi-lo de pôr em votação veto presidencial ao Refis das micro e pequenas empresas

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