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Presidente do TST defende flexibilização da CLT para superação da crise

Ives Gandra ressaltou diz que algumas alterações na CLT poderiam dar mais segurança às empresas e emprego para os trabalhadores

Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

25 de agosto de 2016 | 17h18

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Ives Gandra da Silva Martins Filho, defendeu nesta quinta-feira, 25, a flexibilização das leis trabalhistas como forma de superação da crise econômica no País. Ele ressaltou a importância da prevalência das negociações coletivas entre trabalhadores e empregadores de modo a se preservar empregos e direitos trabalhistas. 

"Espero que possa haver uma atualização da legislação atual, de tal forma que possamos chegar a um ponto de equilíbrio, porque senão não vamos sair da crise", afirmou Gandra, na abertura do seminário que comemora os 75 anos da Justiça do Trabalho no Brasil, realizado até sexta-feira, 26, na Fundação Getúlio Vargas, no Rio.

"Temos que prestigiar a negociação coletiva e conseguir um marco regulatório para a terceirização. Alguns pontos da CLT em que se possa fazer alteração podem dar mais segurança às empresas e emprego para os trabalhadores", disse. Ele citou o intervalo intrajornada como um ponto que deve ser debatido entre empregado e empregador, sem interferência do Estado.

O ministro afirmou ainda que a Justiça do Trabalho não está preparada para absorver as ações decorrentes de demissões motivadas pela crise, uma vez que vem sofrendo cortes orçamentários. "Este ano recebemos 3 milhões de reclamatórias, quando o normal são dois milhões. Se continuarem os cortes, a Justiça do Trabalho vai fechar as portas."

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