Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Presidente e executivos da Gradual foram presos na Operação Encilhamento

Operação Encilhamento é a segunda fase da Papel Fantasma, que apura fraudes envolvendo a aplicação de recursos de institutos de previdência municipais em fundos de investimento

Fernanda Guimarães e Silvia Araújo, O Estado de S.Paulo

13 Abril 2018 | 10h08

A presidente da Gradual Investimentos, Fernanda Lima, assim como outros executivos da corretora foram presos ontem pela Polícia Federal no âmbito da Operação Encilhamento, por suspeita de envolvimento em esquema de fraudes de R$ 1,3 bilhão contra sistemas de previdência de pelo menos 28 municípios em sete Estados. Outro executivo preso da corretora foi Gabriel Paulo Gouvea de Freitas Junior.

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Uma lista com todos os nomes envolvidos na Operação Encilhamento começou a circular desde a noite de ontem no mercado A Polícia Federal não chegou a divulgar os envolvidos presos nessa operação, mas informou que ao todo foram 20 mandados de prisão temporária.

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A Operação Encilhamento é a segunda fase da Papel Fantasma, que apura fraudes envolvendo a aplicação de recursos de institutos de previdência municipais em fundos de investimento. Também são alvo dessa operação Arthur Machado e Patricia Iriarte, que foram presos pela Operação Rizoma, também deflagrada ontem pela PF.

Os investigados responderão, na medida de suas participações, por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, fraude à licitação, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro, com penas de dois a 12 anos de prisão.

Procurada, a Gradual informou que os executivos da empresa estão colaborando com a Polícia Federal em decorrência da operação Encilhamento". Além disso, "reitera que segue contribuindo com as investigações de forma transparente para esclarecer o que for necessário às autoridades e provará suas alegações e os reais responsáveis".

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