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Presidente paraguaio critica ´protecionismo´ do Mercosul

O presidente paraguaio, Nicanor Duarte, criticou o protecionismo no Mercosul em entrevista à BBC e disse que o bloco enfrenta um momento de "vida ou morte". "(O Mercosul) está funcionando, mas isto não quer dizer que funcione bem", disse Duarte, acrescentando que o bloco reproduz "esquemas que nós condenamos no protecionismo europeu". Segundo Duarte, o Mercosul tem como objetivo ser um instrumento de combate à pobreza, para assegurar o fortalecimento e a proteção da democracia na região. "Mas depois de quase 17 anos, o povo não vê ou sente que o Mercosul tenha sido uma associação importante para melhorar suas condições de vida". Protecionismo Segundo Duarte, os países menores sentem que barreiras não-tarifárias ainda existem. "Na prática, não podemos mandar nossa carne para o Chile, porque temos problemas com a Argentina. Seguram nossa soja no Brasil e não podemos vender bens industriais para o Brasil". O presidente acredita que os sul-americanos condenam "o protecionismo europeu e norte-americano, mas o Mercosul copia as mesmas práticas em menor escala, prejudicando os países menores". Mesmo assim, ele diz preferir transformar o Mercosul do que sair do bloco. E pleiteia uma regra de exceção para os países menores e menos desenvolvidos do bloco, que permitiria a eles fazer acordos bilaterais de comércio com os Estados Unidos, por exemplo. E que poderiam levar a acordos de livre comércio, fora do Mercosul. Pelas regras atuais, os países membros do Mercosul só podem fazer tratados do tipo, se eles forem negociados para todo o bloco. "Se pudéssemos vender têxteis para o mercado americano, poderíamos criar 100 mil posto de trabalho", disse Duarte. "No Paraguai, todas as casas têm máquina de costura. Minha mãe era costureira e a confecção pode ser um fator importante da dinamização de nossa economia", exemplificou. Para o presidente paraguaio, o que está em jogo no momento é a sobrevivência do bloco: "Estamos em um momento crucial onde o que está em jogo é a vida ou a morte do Mercosul". Para ele, os paraguaios estão "sobrevivendo" ao Mercosul, "com muitas dores e feridas.

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