Presidentes de bancos centrais destacam independência na atuação

Os bancos centrais devem ser independentes dos governos, comautonomia para fixar as estratégias visando à estabilidade de preços. Arecomendação foi reiterada na reunião que reuniu presidentes de 14 bancoscentrais da zona do euro e da América Latina, encerrada hoje no Rio de Janeiro.Segundo o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, "aindependência é uma condição necessária para o aumento da credibilidade da política econômica". Ele observou que essa recomendação tem se consolidado nos últimos anos, sendo inclusive reconhecida através de prêmio Nobel.Segundo Trichet, as taxas de juros de longo prazo (2, 3 ou 5 anos)embutem uma parte de credibilidade conquistada na gestão da políticaeconômica. Quando a credibilidade é alta, os juros tendem a sereduzir, comentou o presidente do Banco Central do Brasil, HenriqueMeirelles, complementando a observação de Trichet.O presidente do Banco Central da Espanha, Jaime Caruana, afirmou quepara fazer parte da zona do euro os bancos centrais europeus têm decomprovar que têm autonomia e independência para fixação de suasestratégias. "A independência do Banco Central é uma tendência queestá se consolidando e tende a crescer", reiterou.Além da recomendação da independência dos bancos centrais, outroassunto de consenso entre os especialistas foi quanto à necessidadede uma política fiscal "simples e sem mudanças de regras".

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