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Presos 31 acusados de fraudar a Previdência no Pará

Trinta e uma pessoas foram presas hoje sob a acusação de fraudarem a Previdência Social em Belém, no Pará. Segundo o Ministério da Previdência, os detidos são o chefe da agência da Previdência na capital, dois peritos médicos, seis servidores administrativos e 22 pessoas que atuariam como intermediários, entre elas dois médicos falsos. São investigados atualmente 517 benefícios concedidos desde 2003, mas suspeita-se que a fraude some mais de 17 mil benefícios, causando um prejuízo estimado em mais de R$ 10 milhões.A operação de hoje para desarticular o esquema teve participação do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. O grupo, investigado desde outubro de 2006, recrutava pessoas interessadas em obter benefícios ilegalmente. Em seguida, elas recebiam a documentação falsa necessária para requerer o benefício em agências onde atuavam membros da quadrilha, como servidores capazes de habilitar e conceder o pedido ou médicos que atestavam a existência de doença ou invalidez.Dois dos presos foram encontrados em Santa Inês, no Maranhão. A dupla conseguiu os benefícios, mas teve de recorrer a empréstimos consignados para pagar a quadrilha. Conforme informações da Previdência Social, tal procedimento ocorria quando o beneficiário não possuía dinheiro para adiantar o pagamento aos intermediários.

ELVIS PEREIRA, Agencia Estado

13 de fevereiro de 2008 | 16h20

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