Presos na Operação Cana Brava da PF serão libertados

Fraude envolveria R$ 2 bilhões de contribuições previdenciárias, não recolhidas por 160 empresas

Chico Siqueira, Agencia Estado

16 de junho de 2008 | 22h52

A Justiça negou, na noite desta segunda-feira, 16, a prorrogação de prisão temporária dos usineiros presos na Operação Cana Brava, que havia sido solicitada pela Polícia Federal. Com isso, 17 pessoas que ainda estavam detidas na noite desta segunda deveriam ser libertadas a partir da zero hora da terça-feira, com o término do prazo de cinco dias da prisão temporária.   O juiz Pedro Luís Piedade Novaes, da 1a Vara da Justiça Federal de Araçatuba, alegou que não havia elementos que justificassem a necessidade de manutenção, por mais cinco dias, da prisão dos usineiros, entre eles, cinco pessoas da família Egreja, apontada como mentora do esquema que teria desviado mais de R$ 2 bilhões de contribuições previdenciárias, não recolhidas por 160 empresas do setor sucroalcooleiro.   Segundo o delegado Rodney Loureiro dos Santos, titular da delegacia da PF de Araçatuba, a libertação dos presos não trará prejuízos para a investigação, embora a PF tivesse pedido a prorrogação da prisão para melhor apurar as ligações do esquema, desarticulado na última quinta-feira.  Os presos estavam detidos na Cadeia Pública de Penápolis, interior de São Paulo, e na carceragem da superintendência da PF, na capital, onde ficou detido o ex-deputado federal José Egreja (PTB-SP).   A PF cumpriu 19 mandados de prisão - as duas mulheres presas na quinta-feira, Rosa Maria Egreja e Aline Junqueira já tinham sido libertadas - e 46 mandados de busca e apreensão.

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