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Pressão externa limita queda do dólar com fim de IOF

Após  abrir em queda em meio ao otimismo com o fim do imposto, a moeda à vista zerou as perdas e ficou estável

Silvana Rocha, da Agência Estado,

13 de junho de 2013 | 11h00

O dólar abriu em queda ante o real em meio ao otimismo gerado pela retirada, a partir de hoje, do IOF sobre operações no mercado de derivativos. Contudo, às 9h51, a moeda à vista já zerava as perdas e estava estável, a R$ 2,1520 no balcão. No mercado futuro, nesse horário, o dólar para julho de 2013 era cotado a R$ 2,1545 (-0,39%). O ambiente externo negativo já pressiona o mercado interno e o dólar voltou pontualmente para a estabilidade, disse um operador de uma corretora.

O Banco Mundial revisou para pior as suas projeções de crescimento global, rebaixando as estimativas para China e Brasil. Como os dados chineses em maio, incluindo o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) e o saldo comercial, foram decepcionantes, alguns agentes do mercado chinês já cogitam um corte nas taxas de juros ou nas proporções de reservas bancárias exigidas do país.

No Brasil, o dólar à vista abriu a R$ 2,1450 (-0,33%) no balcão e, em seguida, testou uma mínima a R$ 2,1340 (-0,84%).

No mercado futuro, o dólar para julho de 2013 já oscilou de R$ 2,1415 (-0,99%) a R$ 2,1580 (0,23%). Este vencimento abriu a sessão cotado a R$ 2,1475 (-0,72%).

Alguns operadores de câmbio ouvidos pelo Broadcast acreditam que a retirada do IOF sobre derivativos combinada com a retirada desse imposto também para os investimentos estrangeiros em renda fixa têm potencial para atrair recursos ao País. "O Brasil está no meio de um ciclo de aperto do juro básico, que está em 8% ao ano e já é um dos mais altos do mundo", ressaltou o economista de um banco.

Ainda assim, a percepção corrente nas mesas de câmbio é de que o ambiente externo de incertezas sobre uma mudança na política monetária dos Estados Unidos no curto prazo deve manter os ativos financeiros voláteis e a pressão compradora sobre o dólar e os títulos do Tesouro norte-americano. A aversão ao risco no exterior tende a continuar minando o ambiente interno de negócios, que também está incomodado com os sinais de que a inflação já afeta o consumo das famílias, disse o economista Pedro ramos, do Sicredi, de Porto Alegre. Para ele, além do dólar alto, os estímulos do governo ao consumo acabam pressionando a inflação, devido ao problema de oferta de bens e serviços na economia.

As vendas do comércio varejista restrito subiram 0,5% em abril ante março, na série com ajuste sazonal, informou há pouco o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Embora positivo e a maior alta desde outubro de 2012, esse resultado das vendas no varejo equivale à metade do que era esperado pelo mercado. Os analistas ouvidos pelo AE Projeções esperavam uma alta de 0,20% a 3,00%, com mediana de 1,00%. Na comparação com abril do ano passado, as vendas do varejo tiveram alta de 1,6% em abril deste ano. Nesse confronto, as projeções variavam de uma alta entre 0,80% e 5,20%, com mediana de 3,00%. Até abril, as vendas do varejo restrito acumulam altas de 3,0% no ano e de 6,4% nos últimos 12 meses.

Quanto ao varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas subiram 1,9% em abril ante março, na série com ajuste sazonal. O resultado veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que esperavam desde uma alta de 0,40% a 6,00%, com mediana de 2,45%.

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