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Pressão por ajustes no Minha Casa

Empresários do segmento da construção e a nova equipe econômica do governo federal vão se reunir neste mês de janeiro para discutir o Minha Casa, Minha Vida 3. Embora o Planalto tenha anunciado o intuito de expandir o programa habitacional nos próximos anos, seus parâmetros operacionais ainda não foram definidos, situação que diminui a previsibilidade das incorporadoras para planejar investimentos.

O Estado de S.Paulo

05 de janeiro de 2015 | 02h01

A presidente Dilma Rousseff reafirmou em seu discurso de posse a promessa feita durante a campanha eleitoral de contratar 3 milhões de moradias entre 2015 e 2018, durante a terceira etapa do programa. A meta é maior do que as 2,75 milhões contratadas entre 2011 e 2014, e foi considerada positiva pelos representantes do setor. "O que está faltando é o timing de definição das regras", diz o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins.

Rubens Menin, presidente do conselho de administração da MRV Engenharia e da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), acredita que o cenário de contenção de gastos públicos deve ter riscos minimizados para o Minha Casa, Minha Vida, que é uma vitrine para o governo federal. "O programa é prioritário. Acho que outros setores serão mais afetados."

Dentre os ajustes em discussão desde o ano passado, os empresários dão como praticamente certa a criação de uma nova faixa para atender beneficiários do programa que passaram da faixa 1 (para famílias com renda mensal de até R$ 1,6 mil) para a faixa 2 (entre R$ 1,6 mil e R$ 3,2 mil).

'É possível oferecer ensino de alto nível para as classes C e D'   

Depois de 17 anos prestando consultoria para empresas do setor de educação, como Kroton e Anhanguera, Ryon Braga decidiu desenvolver ele próprio um modelo que fosse referência no setor. A ONG fundada por ele assumiu a direção da Uniamérica, de Foz do Iguaçu, e começou a promover uma revolução no modelo de ensino dessa instituição. Sócio fundador da Hoper Consultoria e acionista do Grupo Anima, que abriu o capital em 2014, Ryon Braga levantou doações das duas empresas em que tem participação e do Instituto Península, braço de investimento social da família Diniz, para colocar o projeto, sem fins lucrativos, de pé.

Qual seu objetivo com a Uniamérica? É um projeto social. Quero provar três coisas com ele: que é possível criar uma metodologia nova de ensino, diminuir a evasão e oferecer um modelo de alto nível para as classes C e D. A ideia é transformar a Uniamérica numa instituição internacional, com cerca de 30% de alunos estrangeiros.

No que a metodologia é diferente?

A metodologia é semelhante à de Stanford. O aluno não vê o conteúdo de forma linear, por meio de disciplinas. Ele aprende à medida que precisa daquele conhecimento para desenvolver os projetos. Acabamos com as aulas expositivas. Assim, o aluno estuda em casa e o professor, em sala de aula, complementa o conhecimento.

Vocês usam seu próprio material didático?

Sim. A Hoper se uniu ao Grupo A, de Porto Alegre, e criou a Sagah, uma empresa que desenvolve conteúdo para cursos de graduação e pós graduação com base em metodologia de aprendizado ativo, com vídeos e textos. Todos os cursos da Uniamérica adotam esse material. A partir deste ano, vamos vender esse conteúdo no mercado para outras instituições.

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