Pressionado, Banco Central desiste de ação contra Schwartsman

Autoridade monetária entrou com processo por considerar que ex-diretor saiu do 'campo da divergência para o campo do insulto'

Célia Froufe, Agência Estado

09 de setembro de 2014 | 12h59

BRASÍLIA - O Banco Central (BC) informou nesta terça-feira, 9, ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, por meio de nota, que decidiu não recorrer da ação que movia contra o economista Alexandre Schwartsman. Ele é ex-diretor da Área Internacional da autoridade monetária. 

Schwartsman recebeu apoio de outros economistas nas redes sociais e o ato do BC acabou fazendo com que fosse iniciado um abaixo-assinado. 

Na segunda-feira, o procurador-geral da instituição, Isaac Sidney Menezes Ferreira, disse que daria continuidade à queixa-crime contra o ex-diretor do BC porque ele teria saído do "campo da divergência para o campo do insulto" ao fazer suas avaliações a respeito do trabalho do BC. 

A íntegra da nota é a seguinte: "A Procuradoria-Geral do Banco Central informa que não interpôs recurso, dando por concluída sua atuação jurídica no bojo da ação ajuizada em face do senhor Alexandre Schwartsman, acatando, portanto, a decisão proferida pela primeira instância da Justiça Federal." 

O BC entrou na Justiça Federal em São Paulo conta o economista após duas entrevistas concedidas por Schwartsman sobre a atuação do BC, em que usava expressões como "incompetente", "subserviente", "frouxo", trabalho "porco" ou "gestor temerário". 

A queixa-crime foi avaliada pelo economista como uma ação "política" e que tinha como objetivo passar um "recado" para os demais analistas do mercado financeiro. Já para o procurador do BC, o ex-diretor "posou de vítima" nesse episódio. 

A instituição não é obrigada a recorrer porque se trata de uma ação na área criminal. Apenas na área cível a continuidade do processo até a instância máxima é obrigatória às instituições públicas. 

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