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Pressionado pelo governo dos EUA, presidente da GM renuncia

Rick Wagoner deixa o cargo um dia antes de a administração Obama anunciar novo plano de ajuda ao setor

Agências internacionais,

29 de março de 2009 | 23h47

O presidente executivo e do Conselho de Administração da General Motors (GM), Rick Wagoner, deixará o cargo. A informação, não confirmada pela companhia, foi divulgada ontem pela Associated Press e pelos sites dos jornais The New York Times e Wall Street Journal. A saída de Wagoner coincide com o anúncio, previsto para hoje, de novo plano de ajuda do governo dos Estados Unidos à indústria automobilística.

 

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O WSJ disse que a renúncia foi uma das condições impostas pela Casa Branca para liberar mais dinheiro. "(Barack) Obama e outras autoridades disseram que vão exigir uma reestruturação mais profunda na GM e na Chrysler antes de anunciar mais empréstimos governamentais", afirmou o jornal.

 

Durante o dia, em uma entrevista à rede de TV CBS, Obama já havia indicado estar descontente com o andamento das negociações com o setor. "Elas (as empresas) ainda não estão prontas (para receber a ajuda)", afirmou.

 

A GM e a Chrysler, que empregam cerca de 140 mil pessoas nos Estados Unidos, já receberam US$ 17,4 bilhões em empréstimos do governo para sobreviver à crise econômica e ao pior declínio nas vendas de automóveis em 27 anos.

 

A GM busca mais US$ 16,6 bilhões, enquanto a Chrysler quer outros US$ 5 bilhões. Com as montadoras ficando sem dinheiro já em abril, qualquer ajuda de curto prazo iria ajudá-las a manter suas operações em funcionamento.

 

Membros da força-tarefa montada pelo governo para discutir o problema têm dito que a falência ainda poderia ser uma opção para a GM e a Chrysler, caso sua direção, trabalhadores, credores e acionistas não assumam sacrifícios.

 

Sexta-feira, Wagoner havia se encontrado com membros da força-tarefa. O presidente executivo da Chrysler, Robert Nardelli, se reuniu com o grupo no início da semana.

 

O plano da equipe de Obama pretende acelerar os esforços de ajuste. Ambas estão tentando reduzir a dívida em dois terços e convencer o sindicato de trabalhadores da categoria (UAW, na sigla em inglês) a aceitar ações em troca de metade dos pagamentos. O acordo também pede um corte nos salários dos executivos e nos custos trabalhistas, em razão da concorrência com as montadoras japonesas que têm filiais nos EUA.

 

PEUGEOT CITROËN

 

O Conselho da montadora francesa PSA Peugeot Citroën anunciou ontem a substituição de Christian Streiff, presidente executivo da empresa, por Philippe Varin. Ele assumirá o cargo em 1º de junho.

 

Um comunicado informou que a decisão foi tomada por unanimidade e com base nas "dificuldades excepcionais que a indústria automobilística enfrenta". Por isso, segundo o texto, se tornou necessária "uma mudança de gestão na cabeça do grupo".

 

Streiff, de 54 anos e ex-presidente da fabricante de aviões Airbus, assumiu a PSA Peugeot Citroën em fevereiro de 2007, em substituição a Jean-Martin Folz. Ele tinha a missão de tirar a montadora do vermelho. No ano passado, o grupo teve prejuízo de 343 milhões. Para este ano, prevê mais de 11 mil demissões voluntárias.

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