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Previ agora mira fusões no setor de eletricidade

Depois de costurar a fusão entre os grupos de telefonia Oi e Brasil Telecom, a Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, crê que a energia elétrica é outro segmento que precisa de consolidação. O plano é fundir as duas empresas em que tem participação, CPFL e Neoenergia. Mas, diante das dificuldades, busca oportunidades de aquisição para a última. "A Previ trabalhou no descruzamento do setor de siderurgia e mineração, de petroquímica e telecomunicações. Agora, o setor que precisa de investimentos de reposicionamento da Previ é o setor elétrico", afirmou o diretor de Investimentos do fundo, Fábio Moser. Antes, lembrou o executivo, o setor era mais regionalizado, mas agora tende a gerar grandes grupos nacionais. Embora admita o interesse em uma fusão entre CPFL e Neoenergia, Moser sinaliza que o negócio é praticamente inviável. "Não é fácil alinhar o interesse de uma operadora de energia elétrica e uma construtora", comenta. Além da Previ, estão no bloco de controle da CPFL, a Camargo Corrêa. Na Neoenergia, a sócia é a espanhola Iberdrola. O diretor de Participações da Previ, Joilson Ferreira, concorda. "Todos querem casar com a Previ, mas não querem casar um com o outro", disse. "Para a Previ, faz sentido (a fusão), mas a diferença entre os sócios é relevante." Moser acredita que a Previ terá de optar entre seus dois ativos, se não houver consolidação. "O fato é que a Previ vai ter que escolher uma. É uma questão de tempo", disse. Isso porque, como controladora das duas empresas, o fundo poderia influenciar negativamente em alguns negócios. A disputa pela construção da Usina de Belo Monte, no Rio Xingu, é um caso. Se as duas estiverem em consórcios diferentes, os concorrentes podem alegar que há conflito de interesse pelo fato dos controladores serem os mesmos.Diante disso, a empresa vem trabalhando para abrir o capital da empresa no Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). "O melhor momento para fazer uma oferta inicial de ações (OPA) será quando ela for adquirir um ativo de grande porte."

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