Previ: atraso no PGO pode atrapalhar gestão da Oi/BrT

O presidente da Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil), Sérgio Rosa, admitiu hoje que um atraso na definição pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) se haverá mudanças no Plano Geral de Outorgas (PGO) do setor pode afetar a gestão do grupo Oi e da Brasil Telecom. A alteração de regras é fundamental para que a compra da Brasil Telecom (BrT) pela Oi saia do papel. Atualmente, a legislação impede que uma empresa de telefonia fixa seja adquirida por outra concessionária."Claro que influencia os planos de longo prazo. Fica-se esperando que a novidade se confirme, que se possa integrar os dois sistemas, integrar as equipes, para que se possa fazer um planejamento", afirmou. Rosa lembra que a operação anunciada pelo grupo Oi prevê uma administração totalmente independente para as duas empresas até o aval da Anatel. Entretanto, as companhias sabem que têm no horizonte uma possibilidade de fusão."Acho que ainda não se pode falar em demora. Acho que está dentro do prazo razoável. Se espera que o órgão regulador pense no interesse público", disse. Para Rosa, o órgão regulador precisa ter em mente a necessidade de se definir o mais rapidamente possível a questão. "Isso também é do interesse público. Para que as duas empresas possam tomar um rumo, se fundindo ou voltando a operar separadamente." A Previ é um dos acionistas da Brasil Telecom.

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