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Previ deve ultrapassar meta de vender R$ 5 bi em ações

Fundo de pensão do Banco do Brasil vendeu, só no primeiro semestre, R$ 4,8 bilhões em ativos

Silvia Fregoni, da Agência Estado,

03 de outubro de 2007 | 17h50

A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, vai ultrapassar a meta de vender R$ 5 bilhões de ações no mercado neste ano, segundo o presidente da entidade, Sérgio Rosa. Apenas no primeiro semestre, foram vendidos R$ 4,8 bilhões em ativos de renda variável. Nos meses de agosto e setembro, as operações foram suspensas devido à grande instabilidade dos mercados, decorrente da crise originada no segmento de hipoteca de alto risco (subprime) dos Estados Unidos. "Recentemente o mercado se recuperou e estamos refazendo os cenários para a Bolsa", disse o executivo. "Ainda devemos fazer algumas operações de venda de ações em 2007", complementou. Uma oferta que pode sair ainda neste ano é a de papéis do Banco do Brasil. Previ e BNDESPar, empresa de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), farão uma oferta conjunta de ações ordinárias do BB. Devido ao período de silêncio, Rosa não revelou a quantidade de ações que deve ser vendida. Segundo ele, a Previ não depende dessa operação para atingir a meta dos R$ 5 bilhões. O executivo afirmou que a oferta do BB está relacionada à necessidade de o banco se aproximar do free float de 25% exigido pelo Novo Mercado da Bovespa. Novas ofertas devem ser realizadas, no futuro, para que esse patamar seja atingido. Ao vender ativos de renda variável na Bolsa, a Previ se ajusta à legislação que coloca limites para o investimento dos fundos de pensão em ações. "A carteira ideal é a diversificada. A estratégia é vender ações quando o mercado está bem, para aproveitar o momento e realizar lucros", destacou Rosa. No final do primeiro semestre, os investimentos totais da Previ somavam R$ 116 bilhões. Desse montante, 60,9% estavam aplicados em ações, o que corresponde a R$ 70,8 bilhões. Os investimentos em renda fixa somavam R$ 39,8 bilhões, ou 34,3% do total. Há ainda R$ 2,9 bilhões em imóveis (2,5%) e R$ 2,7 bilhões em operações com participantes (2,3%).  Superávit   A Previ deve voltar a discutir no começo de 2008 medidas para usar o superávit acumulado. No primeiro semestre deste ano, o resultado do fundo foi de R$ 8,6 bilhões. Contando desde 2003, o superávit acumulado alcança R$ 43,4 bilhões. Rosa lembrou que no ano passado foram adotadas medidas para a utilização do superávit. As medidas foram: redução da taxa de juros atuarial; mudança da tábua atuarial, que ficou mais conservadora; redução das contribuições; e revisão de vários benefícios. "De novo, teremos um cardápio de possibilidades. Acredito que as mudanças serão próximas das adotadas em 2006, passando pela alteração da taxa de juros atuarial, por exemplo", afirmou. O superávit da Previ deve-se ao fato de a rentabilidade dos investimentos realizados pelo fundo superar a meta atuarial. No primeiro semestre deste ano, a rentabilidade das aplicações foi de 12,68%, enquanto a meta era de 5,10%. Segundo Rosa, a renda variável promoveu o maior retorno ao fundo, de 16,14% em seis meses. A renda fixa teve ganho de 7,45%, os imóveis de 7,47% e as operações com participantes de 6,84%. O executivo participa nesta tarde de reunião com analistas da Apimec São Paulo.

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