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Previ ganha mais tempo para decidir se cumprirá legislação

O Ministério da Previdência Social decidiu dar mais algumas horas para que a Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil e o maior do País, anuncie se vai ou não cumprir a legislação em vigor. O ministro José Cechin havia sugerido que iria tomar uma decisão hoje, para não ter que agir em pleno feriado prolongado. O prazo previsto em lei para que os fundos de pensão patrocinados pelos setor público façam as adaptações necessários no seu estatuto termina amanhã. As entidades devem estabelecer a paridade na sua gestão, com voto de minerva para o representante da empresa patrocinadora. O argumento da Previdência Social para não agir ontem é que esse prazo ainda não tinha terminado. Caso a Previ não cumpra a legislação, o ministro ameaçou com a possibilidade de decretar a intervenção no órgão, mas admitiu que essa solução não é a ideal, diante do desgaste político que envolveria. É possível que qualquer medida só seja anunciada amanhã, depois de vencido o prazo.Na Previ o dia foi de expectativas. Segundo a assesoria de imprensa da entidade o impasse perdurava. A única atitude partiu do presidente demissionário da Previ, Luís Tarquínio, que encaminhou à Justiça do Rio de Janeiro explicações sobre a não realização das eleições dos representantes dos participantes. Tarquínio também solicitou mais prazo para a realização das eleições, já que foi reaberta o período de inscrição de novas chapas concorrentes.A Secretaria de Previdência Commplementar do Ministério da Previdência Social (SPC) informou que apenas seis entidades não tinham ainda enviado, no dia de ontem, a adequação dos estatutos. Os técnicos da SPC iam ficar até tarde da noite trabalhando na análise dos estatutos já encaminhados. Na sexta-feira a SPC divulga portaria com o nome das entidades que tiveram os estatutos modificados aprovados.

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