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Previ perde R$26,6 bi mas mantém patrimônio positivo em 2008

O maior fundo de pensão do país, a Previ, dos funcionários do Banco do Brasil, sentiu em 2008 o peso de ter cerca de 60 por cento do seu patrimônio em renda variável e registrou perdas de 26,6 bilhões de reais no exercício, o que reduziu pela metade o superávit acumulado nos últimos anos. "Estamos pagando o preço da estratégia da locação em ações, que nos deu muito prazer nos anos anteriores", afirmou a jornalistas o presidente da Previ, Sérgio Rosa, nesta quarta-feira. Após pagamento de benefícios da ordem de 6 bilhões de reais e perdas com rendimentos e aplicações de 15,3 bilhões de reais, o patrimônio da Previ caiu de 137,1 bilhões de reais em 2007 para 115,7 bilhões de reais no ano passado. O superávit da entidade manteve-se positivo em 26,3 bilhões de reais, já que o patrimônio acumulado até o final de 2007 era de 52 bilhões de reais. As perdas só não foram maiores, segundo Rosa, porque parte das aplicações em ações são feitas de maneira direta nas próprias empresas, como Vale, Neoenergia e CPFL, que podem ser consideradas no balanço da Previ pelo valor econômico e não de mercado. Com isso, a rentabilidade com renda variável ficou limitada a uma queda de 24,04 por cento, enquanto o Ibovespa perdeu 41,22 por cento em 2008. "Nós tínhamos 85 por cento a mais de recursos para pagar nossos compromissos e agora temos 40 por cento para pagar o nosso principal plano (Plano 1)", informou o executivo. O Plano 1 corresponde a 90 por cento das obrigações da Previ. Segundo Rosa, o destaque de 2008 foram as aplicações no mercado imobiliário, que teve rentabilidade de 21,61 por cento, enquanto a renda fixa garantiu 12,23 por cento de rendimentos. A entidade, assim como os demais fundos, não conseguiu atingir a meta atuarial deste ano, mas, segundo Rosa, a queda de 11,49 por cento de rentabilidade contra o ano passado não abala o fundo, que acumula desde 1999 rentabilidade de 957 por cento. "Considerando essa crise inusitada, bem longe dos consensos de mercado e considerando o tamanho da Previ e o tamanho da crise, e ainda o superávit que temos, nós passamos por um teste bastante importante, criamos reserva suficiente para aguentar perdas fortes", avaliou Rosa. Para 2009 o executivo disse ver ainda um cenário de muita incerteza, o que vai levar a análises mais intensas e um estresse bem maior. "A opção no momento é se manter na espera, para ver como fica... ainda há um cenário de muita incerteza, e isso é pior porque você fica pensando se deveria fazer movimentos estratégicos. Até ficar numa posição estável tem risco, vai ser um estresse muito maior", admitiu o executivo.

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