Previ quer responsabilizar administradores da Sadia por perdas

Fundo de pensão envia carta à companhia exigindo convocação de acionistas para analisarem possibilidade

Mônica Ciarelli, da Agência Estado,

09 de outubro de 2008 | 18h53

A Previ quer responsabilizar os administradores da Sadia pelas perdas de R$ 760 milhões registradas pela empresa com operações de derivativos. Esta semana, segundo fontes, o fundo de pensão enviou uma carta à Sadia exigindo a convocação de uma assembléia de acionistas para analisar a possibilidade dos investidores entrarem com uma ação de responsabilidade civil para ressarcimento das perdas. A Previ quer ainda a instalação de uma auditoria para detalhar as operações de derivativos, que culminaram em prejuízo. Veja também:Como o mundo reage à crise Confira as medidas já anunciadas pelo BC contra a criseEntenda a disparada do dólar e seus efeitosEspecialistas dão dicas de como agir no meio da crise Entenda o pacote anticrise que passou no Senado dos EUA  A cronologia da crise financeira Veja como a crise econômica já afetou o Brasil Entenda a crise nos EUA  A fundação tem 8,6% do capital total da empresa. Pela Lei das S.A, os acionistas detentores de, no mínimo, 5% do capital total da companhia podem pedir a convocação de uma assembléia. A primeira etapa é solicitar a reunião para a empresa, que tem oito dias para fazer a convocação, com a indicação das matérias a serem tratadas. Caso a companhia não atenda ao pedido, o acionista pode diretamente convocar a assembléia. Desde que a Sadia anunciou o prejuízo de R$ 760 milhões por conta da exposição ao câmbio, as ações da empresa já despencaram mais de 50%. As perdas, anunciada dia 25 de setembro, foram causadas por uma exposição ao câmbio superior aos limites estabelecidos pela política de risco da empresa. O diretor financeiro da companhia, Adriano Ferreira, foi demitido, mas a medida não acalmou os investidores. Na última segunda-feira, o ex- ministro Luiz Fernando Furlan voltou à presidência do conselho de administração, no lugar de Walter Fontana Filho, que renunciou ao cargo.

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