Previ supera meta de rentabilidade após 3 anos em baixa

Após contabilizar déficit atuarial de R$ 3,621 bilhões no final do ano passado, a Previ - fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil - voltou ao "lucro" e registrou superávit atuarial de R$ 1,468 bilhão no final de agosto. A informação é do presidente da instituição, Sérgio Rosa. Ele atribui a melhora do resultado a dois movimentos: melhora do mercado acionário, com a valorização dos seus ativos, e a decisão da atual diretoria de fazer um reajuste menor para os aposentados e pensionistas da Previ. Rosa informou que o patrimônio líquido da Previ atingiu R$ 49,689 bilhões no final de agosto, dos quais 58,6% estavam alocados em renda variável. Como o mercado de ações está em alta, o fundo se beneficiou da valorização da sua carteira, após três anos seguidos de "prejuízos". No ano, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) acumula alta de 56,98% e, nos últimos 12 meses, 79,77%.No ano de 2000 o fundo registrou valorização dos seus ativos em 9,5%. A necessidade atuarial (meta de rentabilidade no ano) é igual ao resultado da variação do IGP-DI mais juros de 6% ao ano. Tomando por base esse cálculo, a meta atuarial de 2000 era de 16,84%. Em 2001, a valorização foi de 10,9% frente a exigência atuarial de 17,0%. No ano passado, a valorização dos seus ativos atingiu 22,5% para uma exigência atuarial de 34,0%. Revertendo o ?prejuízo?, este ano, até agosto, a valorização dos ativos atingiu 16,0% para uma exigência atuarial de 9,6%. ProjetosA Previ está examinando a possibilidade de fazer "aluguel" de suas ações. Dos R$ 49,4 bilhões da carteira de investimentos, R$ 28,98 bilhões são em ações que poderiam ser "emprestadas" a outros participantes do mercado, mediante o pagamento do aluguel. Segundo o diretor de Participações da Previ, Luiz Carlos Aguiar, a Previ não tem adotado essa prática e a instituição está aguardando informações da Câmara Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) sobre detalhes operacionais para se decidir quando e como fará essas operações.O fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil também pretende terceirizar a gestão de parte de sua carteira de ações. A instituição iniciou o processo há três semanas e recebeu 13 propostas de instituições financeiras. A intenção, segundo Aguiar, é iniciar o processo com uma carteira de R$ 300 milhões "e avaliar os resultados". Ao todo, a Previ tem uma carteira de R$ 28,9 bilhões em participações acionárias.

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